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Advogadas são presas após aplicarem golpe em idosos

Advogadas são presas após prejudicarem mais de mil pessoas idosas em golpe que prejudicava diretamente as finanças das vítimas - (Foto: Reprodução)
Advogadas são presas após prejudicarem mais de mil pessoas idosas em golpe que prejudicava diretamente as finanças das vítimas – (Foto: Reprodução)

Uma operação deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina, mas que contou também com o apoio do órgão fiscalizador no Ceará, terminou com a prisão de três pessoas em Fortaleza. Nesta terça-feira (22/07), duas advogadas e o marido de uma delas foram alvos dessa operação por serem suspeitos de integrar uma quadrilha que aplicava fraudes contra idosos. Advogadas são presas – entenda como funcionava o golpe:

De acordo com as denúncias, o grupo usava uma empresa de fachada na capital cearense para desviar mais de R$ 4,6 milhões. Essa verba, segundo o MP de Santana Catarina,  fazia parte de uma quantia superior a R$ 6 milhões circulando nas mãos dos suspeitos.

Ao todo, presume-se de que mais de mil pessoas possam ter sido prejudicadas com a atuação dessa organização. A operação, denominada de “Entre Lobos”, cumpriu 13 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão nos Estados de Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia e Alagoas. 

Além da apreensão de 25 veículos, também foi registrado o bloqueio de R$ 32 milhões em contas bancárias. Conforme os investigadores, as advogadas e seus comparsas se passavam por representantes de empresas que ofereciam serviços jurídicos para revisão de contratos bancários.

Os golpistas procuravam as vítimas prometendo recuperar valores pagos indevidamente a bancos ou obter vantagens judiciais com revisões de contratos. Após o primeiro contato, convenciam os idosos a assinar procurações e documentos de cessão de crédito, ou seja, os valores que os idosos tinham a receber em ações judiciais passavam a ser “transferidos” para a empresa dos criminosos.

Entre Lobos

A “Operação Entre Lobos” investiga crimes como estelionato contra idosos, organização criminosa, patrocínio infiel e lavagem de dinheiro. As procurações falsas, substabelecimentos e planilhas financeiras encontradas revelam a estrutura sofisticada do esquema.

O Ministério Público orienta que pessoas que se reconhecerem como vítimas devem procurar a Delegacia de Polícia Civil mais próxima para registrar ocorrência.

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