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Além do Ceará, outros Estados registram “golpe do advogado falso”

Em maio deste ano, a Polícia Civil cumpriu operações para investigar o golpe do advogado falso em cinco cidades do Ceará - (Foto: PCCE)
Em maio deste ano, a Polícia Civil cumpriu operações para investigar o golpe do advogado falso em cinco cidades do Ceará. Só neste ano, a OAB afirma recebeu mais de 500 denúncias – (Foto: PCCE)

O golpe do “advogado falso” tem prejudicado centenas de pessoas por todo o Brasil. Após a Polícia Civil do Ceará prender oito pessoas no dia 27 de maio por envolvimento nesse tipo de crime, foi a vez de o Estado do Tocantins, através de suas autoridades, indiciar 47 integrantes de um grupo responsável por aplicar esse golpe.

De acordo com as investigações, somente 20 vítimas tiveram, somados, um prejuízo de R$150 mil. Em resumo, os criminosos entram em contato com essas pessoas e oferecem serviços na área jurídica se passando por advogados. 

Além de estelionato e falsidade ideológica, o grupo irá responder por formação de organização criminosa. Ainda de acordo com a Polícia Civil, seis idosas integram o grupo de pessoas prejudicadas, com o patrimônio afetado após a atuação dos advogados falsos.

Advogado falso – golpe por etapa

Os dados das vítimas eram encontrados após consultas a processos judiciais públicos disponíveis online. Na primeira etapa, os integrantes da organização criminosa realizavam uma triagem das vítimas. Para isso, acessavam sistemas eletrônicos da Justiça e identificavam processos judiciais e administrativos que envolviam levantamento de valores — como indenizações ou causas ganhas. 

Na segunda fase, um advogado falso entrava em contato com as vítimas. Nesse contato, informavam que, para liberar o valor ganho na ação, seria necessário o pagamento de taxas ou custas judiciais. Assim que recebiam os depósitos via Pix ou transferência, os criminosos distribuíam os valores entre diversas contas bancárias de terceiros, conhecidas como “laranjas”.

Golpe no Ceará

Em maio deste ano, a Polícia Civil do Ceará prendeu oito pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que se passava por advogados para aplicar golpes. As prisões aconteceram em quatro cidades do Ceará: Fortaleza, Maracanaú, Cruz e Jardim. Segundo investigações, o grupo tinha acesso a informações reais de processos judiciais, semelhante ao que aconteceu no Tocantins.

Com esse material, montavam perfis falsos em aplicativos de mensagens, usavam fotos e dados de verdadeiros advogados e exigiam depósitos de PIX sob o pretexto de custas cartorárias, deixando vítimas no prejuízo.

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