Montadoras de carros finalizam 2017 com aumento de quase 10% em vendas

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2017 se foi e pelo menos no segmento automotivo, a indústria automobilística brasileira já entra com o pé direito neste ano, em 2018. A prova está nas estatísticas: ela encerrará este ano com crescimento de mais de 9% em vendas em relação ao anterior, 2016. Uma alta, inclusive, até acima das projeções feitas pelas montadoras de veículos.  

Comparação

Até o dia 26 deste mês foram vendidos 178,9 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, segundo dados do mercado. No ano, a soma já está em 2,206 milhões de unidades e deve ficar próxima a 2,240 milhões, ante 2,050 milhões em 2016. As projeções para 2018 também são boas: 15%.  Comportamento que que será seguido pelo setor de consumo em geral em diferentes proporções.

Segundo estudiosos da área, a retomada do mercado de carros novos começou no segundo semestre, pautada pela melhora da economia – ou seja, sem artificialismos como corte de impostos e crédito facilitado, medidas adotadas no período pré-crise.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) iniciou o ano com previsão de alta de 4% nas vendas, e refez o cálculo em setembro, para 7,3%. O presidente da entidade, Antonio Megale, admitiu que a alta seria maior. A melhora do mercado levou a indústria automobilística a abrir 5,1 mil vagas neste ano, depois de ter promovido 30,6 mil demissões a partir de 2014 e ter adotado diversos mecanismos de corte de produção.

Termômetro

Fábricas que chegaram a operar com 70% de ociosidade agora estão fazendo horas extras e contratando, como a Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo (SP) e a MAN em Resende (RJ), ambas fabricantes de caminhões e ônibus.

“Se a demanda continuar aquecida é possível que a partir de maio será necessário ampliar o trabalho aos sábados ou voltar a operar em dois turnos em algumas áreas”, diz o presidente da Mercedes, Phillip Schiemer. Na semana passada, a empresa contratou 266 funcionários.

A retomada no setor também veio acompanhada de anúncios de novos investimentos, entre os quais o da Mercedes-Benz (R$ 2,4 bilhões), da Toyota (R$ 1,6 bilhão) e da MAN (R$ 1,5 bilhão).

Setor parceiro

O setor de autopeças também refez projeções e ampliou de R$ 69 bilhões para R$ 76,9 bilhões a previsão de faturamento este ano. “Para 2018, a expectativa é de um aumento de 7,4%, porque as exportações vão continuar crescendo, assim como o mercado doméstico”, diz Dan Iochpe, presidente do Sindipeças (que representa as empresas do setor).

 

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