Ansiedade e baixa autoestima aumentam risco de inadimplência

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Pesquisa aponta que as emoções podem gerar consumo desordenado e a falta de controle sobre o orçamento

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em junho deste ano apontou a ansiedade como principal fator do desequilíbrio das finanças pessoais. No estudo, feito com 609 pessoas, 21% dos entrevistados destacaram esse fator como preponderante no período em que fizeram as dívidas.

O segundo fator mais relatado pelos entrevistados foi a insatisfação ou os problemas no trabalho (13%). Outros 12% contraíram dívidas como resultado do sistema emocional abalado pelas dificuldades financeiras, enquanto 9% passavam por problemas no relacionamento familiar no período em que ficaram endividados.

A pesquisa entrevistou consumidores do sexo masculino e feminino, de todas as classes sociais, que tinham contas em atraso há mais de 90 dias, em todas as capitais do país. As pessoas que participaram do estudo estavam na faixa etária acima de 18 anos.

De acordo com o levantamento, o estado emocional dos entrevistados está diretamente ligado ao gerenciamento do dinheiro, uma vez que 36% admitiram gastar sem nenhum planejamento, somente para se sentirem melhor. Já 27% excederam o orçamento para ficarem mais bonitos.

Para o psicólogo e professor do Centro Universitário Internacional Uninter, Ivo Carraro, a pesquisa revela não apenas a falta de educação financeira, mas a situação emocional do brasileiro como preponderante para o crescimento do número de endividados. “Isso contribui muito para que a inadimplência cresça, na medida em que o consumo passa a ser uma válvula de escape para suprir as necessidades emocionais”, explica.

Ao serem questionados sobre sua relação com o dinheiro em situações diversas, 37% informaram que gastam mais do que podem para aproveitar a vida e 37% já deixaram de pagar alguma conta para comprar algo que desejam. “A busca pelo bem-estar a qualquer preço pode ser uma armadilha, pois pode resultar em dívidas futuras. É importante sempre avaliar o orçamento antes de optar pelo consumo”, avalia o professor.

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