Cariri: Indústrias exportaram o triplo em 2017

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As indústrias instaladas na região do Cariri movimentaram, em 2017, pouco mais de R$ 6,7 milhões em exportações. É o triplo do que foi registrado no ano anterior, mas um desempenho ainda ínfimo perto do volume de importações, que chegou a R$ 33,5 milhões, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). A quantidade de empresas exportadoras também é pequena. O desempenho é resultado das atividades de apenas 17 empresas em cinco dos 29 municípios que compõem a região metropolitana.

O potencial, no entanto, poderia ser muito maior,segundo afirma o secretário de desenvolvimento econômico do Estado (SDE), César Ribeiro. Estes municípios, por exemplo, têm tradição no setor de calçados, mel e frutas como tâmaras, figos e abacaxis. Atualmente, o Cariri possui 1.520 indústrias ativas.

“É a segunda região em termos de PIB (produto interno bruto) do Estado, tem uma concentração industrial muito bacana e grandes segmentos que demandam por oportunidades de exportação”, diz.

Para tentar estimular a cultura exportadora e identificar novas oportunidades de negócio na região, será realizado hoje, no Centro de Convenções do Cariri, no município de Crato, o Fórum de Oportunidades e Promoção da Cultura Exportadora no Cariri, com participação do ministro da Indústria e Comércio, Marcos Jorge de Lima.

Durante o encontro, promovido pela SDE e pela Secretaria-Executiva do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) do MDIC, serão apresentados aos empresários informações e instrumentos de apoio disponibilizados pelo poder público para fomentar as exportações, além de discussões acerca da importância do comércio exterior para a competitividade das empresas.

A secretária executiva da CZPE, Thaíse Dutra, explica que o Ceará tem a seu favor a estrutura da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), que oferece uma série de tratamentos tributários, cambiais e administrativos específicos para promover a maior competitividade de seus produtos.

Dados do MDIC mostram que, em 2017, o Ceará destacou-se pela exportação de produtos semimanufaturados de ferro e aço, somando um montante de US$ 1,04 bilhão, o que corresponde a metade do total exportado pelo Estado.

Mas, para além da decisão de ingressar na ZPE, existem vários outros instrumentos acessíveis que podem ajudar as empresas a se capacitar para exportação, a exemplo da Ferramenta Aprendendo a Exportar, do MDIC, que ensina o passo a passo para quem pretender começar a exportar. “É uma ferramenta interativa muito útil para quem está começando. Você seleciona o setor que tem interesse, recebe as informações necessárias, sabe quais são os documentos para registro e se informa sobre o que é preciso para se habilitar para exportação”, avalia.

Outra janela de oportunidades que se abre é no fornecimento de insumos para outras indústrias exportadoras. “O importante é que as informações estejam acessíveis, saber onde procurar instrumentos e oportunidades de negócios”, afirma Thaíse.

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