País levará três anos para retornar ao nível pré-crise

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Segundo economistas, o estrago feito pelos dois anos de PIB negativo farão que todo crescimento até 2020 só sirva para recuperar perdas.

Ao crescer 1% em 2017, a economia brasileira decretou o fim da recessão, e as projeções apontam para uma expansão mais forte a partir deste ano. Mas o estrago feito pelos dois anos seguidos de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro farão com que todo o crescimento registrado até 2020 só sirva para recuperar as perdas deste período. Isso significa que o país só voltará a crescer efetivamente a partir de 2021, tendo perdido seis anos.

— Só voltaremos ao nível de produção pré-crise, de 2014, no ano de 2020 — explica Alessandra Ribeiro, economista da Consultoria Tendências.

Na prática, o país levará mais três anos recuperando sua atividade.

A boa notícia é que, ao contrário de 2017, quando 70% da alta do PIB foram puxados pela expansão recorde da agropecuária devido à supersafra, este ano o crescimento da atividade vai refletir uma melhora mais efetiva do bem-estar das famílias e do setor produtivo, porque haverá aumento do consumo e dos investimentos, segundo analistas.

A liberação do saque das contas inativas do FGTS foi fundamental para o consumo das famílias voltar a crescer, 1%, em 2017, e criou um colchão que ajudará a demanda interna a expandir ainda mais este ano.

— O brasileiro também usou esse dinheiro para pagar dívidas e fazer poupança. Com a previsão de juros e inflação comportados este ano e desemprego caindo com geração de vagas formais, que têm melhores salários, o consumo das famílias ganhará mais força em 2018, e ajudará, ainda, a indústria e a construção civil — analisa Alessandra.

 

A expectativa é que os dados dos próximos trimestres mostrem mais fôlego que os do ano passado, principalmente porque 2017 encerrou com disseminação de taxas positivas. No último trimestre de 2017, o PIB cresceu 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, e todos os dez componentes da atividade analisados pelo IBGE tiveram crescimento. Na visão do economista do Itau Artur Passos, essa propagação mostra que a recuperação da atividade está ganhando consistência.

 

 

 

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