Facebook vai permitir que usuário limpe histórico de navegação

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Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, afirmou nesta terça-feira (1º) que a rede social está construindo um novo controle de privacidade chamado “clear history” para permitir que usuários excluam o histórico de navegação.

O Facebook está sob escrutínio público desde março, quando o escândalo envolvendo o vazamento de dados de 87 milhões de usuários para consultoria britânica Cambridge Analytica foi revelado.

Tanto Zuckerberg quanto o diretor de privacidade do Facebook, Erin Egan, afirmaram durante o F8, conferência de desenvolvedores da rede social, que o “clear history” é uma iniciativa que atende às exigências de usuários, especialistas e reguladores.

“Os aplicativos e sites que usam ferramentas como o botão de ‘curtir’ ou o Facebook Analytics nos enviam informações para produzir conteúdos e anúncios melhores. Também as utilizamos para fazer a experiência do Facebook melhor”, explicou Egan.

Zuckerberg disse que a ferramenta que será lançada pela rede social se parece com as existentes nos navegadores de internet, que permite apagar o histórico de sites visitados. No entanto, o fundador da plataforma alertou que utilizar o “clear history” pode piorar a experiência do usuário.

“Será uma simples ferramenta de controle para apagar o histórico de navegação no Facebook: no que você clicou, as páginas que visitou e mais”, descreveu o executivo.

O fundador da rede social revelou que, enquanto testemunhava no Congresso dos EUA sobre a polêmica com a Cambridge Analytica, percebeu que não tinha respostas suficientemente claras para algumas perguntas sobre os dados dos usuários.

Com a nova opção, os usuários poderão eliminar parte das informações que o Facebook armazena sobre eles. No entanto, a plataforma continuará fornecendo aos aplicativos e sites associados dados para que eles possam analisar, por exemplo, o grupo demográfico no qual são mais populares.

Zuckerberg também voltou a falar sobre medidas para proteger a integridade de futuras eleições. O Facebook passou a requerer a identidade de anunciantes que fazem anúncios políticos e contratará até o fim do ano mais de 20 mil pessoas para revisar conteúdos.

*Com informações da Reuters e EFE

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