Ceará encerra ano de 2017 com 5.114 assassinatos, 50% a mais que em 2016

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Os dados superaram os números de 2016 (Foto: Jonathan Lins)

O Ceará encerrou o ano de 2017 com a marca de 5.114 assassinatos. O número é recorde desde que a Secretaria da Segurança Pública passou a divulgar o índice de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs), em 2013. A taxa inclui ocorrências de homicídio doloso (quando há intenção de matar), latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

A Secretaria da Segurança divulgou um balanço parcial com 4.997 assassinatos até o dia 23 de dezembro. Com base em relatórios de ocorrências registradas pela Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), o G1 listou outras 117 mortes, totalizando 5.114 CVLIs.

A pasta afirmou que não vai se pronunciar de forma oficial porque os números ainda são parciais. Os dados consolidados serão apresentados em coletiva de imprensa no mês de janeiro, conforme a SSPDS.

Outubro deste ano foi o mês mais violento do Ceará, com um total de 516 assassinatos registrados. O Ceará registrou pelo menos seis chacinas em 2017.

No dia 14 de novembro, o governador Camilo Santana afirmou 82% dos homicídios ocorrem entre facções criminosas que disputam território de tráfico de droga.

A quantidade de assassinatos registrados neste ano é 50% maior que a de 2016, quando o estado teve 3.407. Se comparado com 2015, quando ocorreram 4.019 mortes, o aumento em 2017 foi de 27,2%. Em 2014, foram 4.439 mortes, 15,2% menor que neste ano.

A taxa recorde de assassinatos é 16,3% maior que a registrada no ano de 2013, quando o Governo do Ceará passou a divulgar periodicamente os números de CVLIs.

De acordo com o pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV) da Universidade Federal do Ceará (UFC), Fábio Paiva, apesar de atingir essa marca em 2017, o estado já está há muito tempo com altos índices de crime.

“Apesar de atingir, em 2017, a marca de 5 mil homicídios, o Ceará experimenta há, pelo menos, dez anos altos índices desse tipo de crime. Consolidou-se no Estado a prática do assassinato como meio de alcançar determinados fins, com crimes bárbaros ocorrendo nas áreas mais pobres e afetando, sobretudo, jovens pobres e negros”.

 Informações do G1 Ceará

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