Janaina Paschoal diz que abandona Bolsonaro se ele se mostrar autoritário

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A advogada Janaína Paschoal (PSL) disse, nesta segunda-feira (8), que não se arrepende de ter recusado ser vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e rechaçou as críticas de que ele teria um viés autoritário.

Janaína Paschoal, que ficou conhecida após ser uma das autoras do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), teve mais de 2 milhões de votos no estado de São Paulo. Em entrevista ao UOL, ela disse que “quem faz parceria com ditadura é o PT”.

“Quem defende que a Venezuela é uma democracia é o PT. Acho tão interessante, eles ficam presos no passado, mas as ditaduras do presente eles referendam”, declarou. “Sou contrária a toda e qualquer ditadura, de direita, de esquerda, civil, militar, do passado e do presente. Sou defensora da Constituição Federal, sou contrária a essa história de chamar Constituinte, seja proposta do [Fernando] Haddad [presidenciável do PT], seja a proposta feita pelo vice [Hamilton] Mourão [vice na chapa de Bolsonaro]” afirmou. Janaina Paschoal também defende que continua apoiando Bolsonaro, mas que mudará sua posição caso ele mostre seguir caminhos autoritários. “Não acredito nisso, porque o Bolsonaro me falou que tem compromisso com o Congresso, com a Constituição Federal, quando estava conversando com ele sobre a vice-presidência.

“Na condição de vice qualquer coisa que eu fale compromete o candidato, uma vez eleito compromete o presidente. Fico um pouco também presa às decisões do presidente. Como deputada não tenho essas amarras e acho que posso ser mais útil para o país”, afirmou

 

Uol Notícias

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