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PIB cai 3,8%; retração deve se prolongar

Pib-do-brasil-em-2015A economia brasileira encolheu 3,8% em 2015 no comparativo com 2014, de acordo com dados divulgados ontem pelo IBGE. Essa é a maior retração no Produto Interno Bruto (PIB) desde 1996. Para analistas, o cenário deve se prolongar neste ano.

“O prognóstico é que permaneceremos no limbo. A inflação deve se manter alta e o PIB continuará negativo neste ano”, resume o economista Luiz Alberto Machado, do Conselho Federal de Economia (Cofecon).

Ele explica que, a continuidade da convulsão política pode prejudicar a melhora a recuperação da economia. “Um dos fatores que movem a economia é a confiança. Infelizmente nossos indicadores estão baixos. O empresário não sente confiança em investir com o atual cenário político do País”, resume.

Luiz também caracteriza que 2016 será um período de estagflação – retração do crescimento econômico combinado com elevadas taxas de inflação e desemprego.

Mansueto Almeida, economista e especialista em contas públicas, estima que o PIB deve girar de forma negativa entre 3,5% e 4%. “A intensidade de redução será menor nos setores. Mas ainda é grave, pois se trata de queda em cima de queda” afirma.

A retomada do crescimento econômico, no entanto, é prevista apenas para 2017, na análise de Ricardo Coimbra, mestre em economia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). “Com o atual cenário, talvez apresentemos crescimento em 2017, mas ainda irrisório. Algo em torno de 0,4%”.

Indústria

O setor industrial continuará apenado pela retração em 2016. Segundo Coimbra, a queda estimada para 2016 é de aproximadamente 4,8%, inferior ao resultado negativo de 6,2% do ano passado.

Beto Studart, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), ressalta que o setor foi prejudicado pela política macroeconômica. “Não é surpresa que continuemos caindo. A verdade é que as indústrias estão quebrando. 2016 será igual ou pior do que no ano passado”, avalia.

O melhor e o pior do PIB

Agronegócio

“É um crescimento da agricultura é natural e vai se acentuar em 2016, já que o câmbio é favorável. O setor progrediu quando o dólar era impeditivo”, diz Carlos Prado, presidente da Itaueira.

Indústria

“Tivemos um ano de restrição de crédito e aumento de tarifas públicas. Sabíamos que 2016 seria um ano difícil. A crise política e financeira não tem ajudado”, diz André Montenegro, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará.

O.P.Online

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