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A Semana Mundial de Aleitamento Materno e o Agosto Dourado

78 milhões de bebês não são amamentados na primeira hora de vida
33% dos recém-nascidos que não foram direto para o peito de suas mães na primeira hora de vida apresentaram maior risco de morrer do que os que receberam o alimento. Os dados são do atual relatório da OMS e do Unicef

Estamos na 27ª Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), que acontece de 1 a 7 de agosto, mas apesar de o tema estar cada vez mais presente em debates, tanto na vida real, como nas redes sociais, um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontou para dados preocupantes. Em 76 países analisados, 60% dos recém-nascidos não são amamentados na primeira hora de vida (o equivalente a 78 milhões de bebês ao ano), o que é primordial para a saúde do bebê. É neste momento, também conhecido como golden hour ou hora dourada, que o colostro (líquido amarelado que desce antes do leite materno) é extremamente rico em anticorpos e nutrientes. De acordo com as duas entidades, o atraso de algumas horas para oferecer o peito ao bebê pode representar consequências com risco de vida.

Já não há dúvidas de que o leite materno é o padrão ouro da alimentação para os lactentes. Também é inquestionável que o aleitamento é fundamental, desde a sala de parto, exclusivo e em livre demanda até o 6º mês e estendido até 2 anos ou mais. São indiscutíveis os benefícios fisiológicos, psicológicos e sócio-econômico-culturais da prática do aleitamento materno para a díade mãe/bebê.

Em nosso país, somente cerca de 9% das crianças beneficiam-se do aleitamento materno exclusivo.E a média, geralmente, é de apenas 54 dias de amamentação por criança. Estes números,são as evidências das quais precisamos para entender a urgência da necessidade de participação e colaboração de todos em prol do aleitamento materno.

 

 

 

 

 

 

 

 

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