
Os riscos de misturar ingestão de bebida alcoólica com outras substâncias podem representar algo fatal. No entanto, conforme especialistas no assunto, nada pode ser tão arriscado quanto a interação entre álcool e medicamentos. De acordo com o coordenador do curso de Farmácia da Estácio Ceará, Dino César, as consequências negativas dessa mistura podem ocasionar a morte.
Isso porque, segundo o professor, qualquer consumo que deprima o sistema nervoso central pode reduzir a agitação e a estimulação e causar efeitos cumulativos. “Juntos, eles podem deixar esse indivíduo mais sonolento, diminuir sua respiração e batimentos cardíacos e,em casos extremos, levar a um estado de coma e à morte”, alerta.
Em outras palavras, o professor universitário reforça que essa combinação de álcool e medicamentos pode levar a uma sobrecarga do organismo. Além disso, o efeito do remédio pode ser reduzido ou até anulado, além de debilitar o fígado.
“Quando você ingere uma bebida alcoólica, caso esteja de estômago vazio, após 30 minutos, chegará a corrente sanguínea e irá circular todo o corpo, ocorrendo a associação com o medicamento. Durante esse percurso, ela passa no fígado onde é transformada para ser eliminada do organismo. E isso vai depender da quantidade de álcool ingerida”, explicou o farmacêutico.
Exemplos
De acordo com a OMS, o brasileiro está um nível acima em relação ao consumo médio de álcool no mundo. O especialista explica, também, que recorrer ao uso de medicamentos isentos de prescrição deve ser algo usado com cautela. No caso da combinação do álcool com a dipirona, medicamento constantemente utilizado por brasileiros com sintomas febris, o efeito do álcool pode ser potencializado.
Já em relação ao paracetamol, ocorre um aumento do risco de hepatite medicamentosa e no uso associado com o ácido acetilsalicílico aumenta-se o risco de sangramentos no estômago.
“Se vai ingerir bebida alcoólica e faz uso de medicamentos, seja de uso contínuo ou isentos de prescrição, como por exemplo, remédios para dores de cabeça ou para febre,, procure o farmacêutico, pois ele é o profissional adequado para dar essa orientação ”, finalizou Dino César.


