Dilmara Amaral, do partido Republicanos, que foi recentemente afastada do cargo de prefeita de Limoeiro do Norte pela Câmara Municipal, teve seu pedido de retorno ao executivo municipal negado pela 1° Vara Cível da cidade, em decisão liminar. Com isso, o presidente da Câmara, o vereador Darlyson Paxá do PSB, continuará exercendo a gestão municipal.

Na argumentação apresentada à Justiça, Dilmara alegou ter sido “surpreendida” com as denúncias de supostos crimes de responsabilidade. Ela também apontou irregularidades na sessão que resultou em seu afastamento, afirmando que a Câmara teria “usurpado a competência do Poder Judiciário”.
Entretanto, o juiz substituto João Gabriel Amanso sustentou que a decisão da Câmara de aceitar e julgar as denúncias foi legal e estava de acordo com as atribuições do poder legislativo.
Dilmara Amaral assumiu a prefeitura em 12 de outubro de 2023, durante a licença médica de 90 dias apresentada por José Maria Lucena, do PSB. Essa licença foi estendida consecutivamente. José Maria, considerado “prefeito sumido”, levantou questionamentos do Ministério Público do Ceará sobre a gestão do município durante sua ausência.
Após o afastamento, Dilmara Amaral declarou que estava sendo alvo de um “golpe” por parte do legislativo municipal. O desdobramento desse caso continuará sendo acompanhado de perto pela população de Limoeiro do Norte.


