
A estiagem no Ceará, marcada pela ausência prolongada de chuvas, traz também o aumento no risco de incêndios florestais. No Cariri, a preocupação é ainda maior devido à riqueza da biodiversidade regional, frequentemente ameaçada por queimadas de origem natural, agravadas pelas mudanças climáticas e desmatamento, ou provocadas de forma ilegal.
Para enfrentar esse cenário, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tem intensificado a conscientização junto às prefeituras e à população. A orientação é que práticas como a queima de lixo, o uso do fogo para limpeza de terrenos ou para manejo de pastagens sejam evitadas, já que até mesmo pequenas chamas podem se espalhar com rapidez e gerar grandes prejuízos ambientais e econômicos.
Outro alerta é para que não sejam acesas fogueiras em áreas de mata. Em situações onde houver fumaça ou focos de incêndio, a recomendação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou as brigadas locais de combate ao fogo.
No Crato, somente no mês de agosto, foram registradas sete queimadas em diferentes pontos do município, segundo dados da Secretaria de Meio Ambiente e Mudança do Clima (Semma). A pasta reforça que a maior parte desses focos tem relação com ações humanas, muitas vezes por descuido, como jogar bitucas de cigarro às margens de rodovias, usar fogo para limpar roças ou acender fogueiras sem a devida atenção.
Em casos em que o uso do fogo seja inevitável, a recomendação é buscar autorização e orientação das secretarias municipais de Meio Ambiente, garantindo que a prática ocorra de forma legal e controlada.
As ações de prevenção e combate às queimadas contam com a atuação conjunta de órgãos ambientais e de fiscalização, além da rápida comunicação entre comunidades e equipes de emergência. O objetivo é reduzir os danos ambientais e proteger tanto a biodiversidade quanto a população.
Vale lembrar que o uso irregular do fogo configura crime ambiental, previsto na Lei Federal nº 9.605/1998. Para denúncias ou emergências relacionadas a incêndios, o contato deve ser feito por meio do número 193, do Corpo de Bombeiros.