
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Fortaleza recebeu, neste mês, pouco mais da metade das doses de vacina para hepatite B necessárias para a Capital. Segundo Vanessa Soldatelli, coordenadora de Imunização da SMS, foram 29 mil unidades, mas os grupos de risco, com pessoas que precisam da imunização,somam 40 mil pessoas.
Por causa da situação, a estratégia encontrada pela SMS, de acordo com Soldatelli, foi a de reduzir os grupos de risco que recebem gratuitamente a imunização. Para a hepatite B, a vacinação passou a ser limitada a gestantes, recém-nascidos e pessoas com doenças crônicas que diminuam a imunidade. Saíram temporariamente do calendário homens e mulheres com até 49 anos, incluídos no calendário da vacinação, pelo Ministério da Saúde, em julho de 2013. Vacinas de tétano e difteria também estão sendo ofertadas apenas para os grupos de risco na Capital.
“Todos os hospitais públicos com maternidade foram abastecidos, junto com as unidades de Saúde para gestantes e para pessoas imunossuprimidas com a vacina da hepatite B. Vamos atender os grupos prioritários, mas ainda não temos notícia de normalização do abastecimento”, aponta Soldatelli. Só quando isso ocorrer, ela indica, o atendimento deve ser restabelecido plenamente — contemplando pacientes de fora do grupo de risco.
O Ministério da Saúde (MS), através da assessoria de imprensa, informou que repassou para o Estado, neste mês, 125 mil doses da hepatite B e 90 mil da vacina que combate a difteria e o tétano, atendendo, segundo eles, às necessidades do Ceará. A distribuição das vacinas nos municípios é feita pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).
A Sesa afirma, em nota, que, em janeiro, não houve repasse de vacina contra hepatite B pelo ministério. Em fevereiro, foram repassadas 125 mil doses. Até amanhã, está previsto o repasse de mais 125 mil doses para o Ceará.
O.P.Online


