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Fortaleza tem 74 áreas de risco e inicia plano para atualizar mapeamento

Fortaleza possui atualmente 74 áreas classificadas como de risco para alagamentos, inundações e deslizamentos, segundo a Defesa Civil. O número, porém, pode não refletir a realidade do município, já que o último mapeamento completo dessas regiões foi realizado em 2012, há 13 anos.

Para atualizar o diagnóstico, a Defesa Civil anunciou, em setembro, a elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). O plano terá duração de 18 meses e contará com investimento de R$ 700 mil, financiado pelo Ministério das Cidades (MCID) e pela Secretaria Nacional das Periferias (SNP).

Fortaleza tem 74 áreas de risco e inicia plano para atualizar mapeamento
Foto: Divulgação/Prefeitura de Fortaleza

O PMRR prevê três etapas de campo, com visitas técnicas em todas as regionais de Fortaleza e aplicação de entrevistas sociais para levantamento do histórico de danos. A primeira fase ocorreu entre 8 e 19 de setembro, nas regionais 4, 7 e 9; a segunda, de 27 de outubro a 7 de novembro, nas regionais 6, 8 e 10. A terceira etapa está prevista para o início de 2026, podendo haver uma fase adicional.

Das 74 áreas de risco identificadas, 10 são classificadas como de risco muito alto, sendo duas por deslizamento e oito por inundação ou alagamento. Outras 26 áreas apresentam risco alto, sendo 20 relacionadas a alagamentos e seis a deslizamentos ou soterramentos.

A redução em relação ao levantamento de 2012, que identificava 89 áreas vulneráveis, está associada a obras de infraestrutura e projetos de urbanização executados ao longo dos anos. Entre elas, o Projeto Maranguapinho, Vila do Mar, Vicente Pinzón e Morro Santa Terezinha.

Fortaleza tem 74 áreas de risco e inicia plano para atualizar mapeamento
Foto: Kiko Silva

Segundo a Defesa Civil, apesar das intervenções, as obras reduzem os impactos, mas não eliminam completamente os riscos, especialmente em casos de chuvas intensas. Como preparação para a quadra chuvosa, a Prefeitura de Fortaleza informa que, desde janeiro, realizou a limpeza de 143 canais, 34 lagoas e 10.403 bocas de lobo. A prioridade das ações tem sido áreas próximas aos rios Maranguapinho e Cocó, historicamente mais afetadas por alagamentos.

Risco Muito Alto

  • Inundação e Alagamento
Lagoa do Urubu – Floresta Travessa Maranguapinho – Antônio Bezerra Canal da Rosinha – Serrinha Riacho Doce – Passaré
Riacho Maceió – Saporé – Mucuripe Sabiaguaba – Edson Queiroz Jardim União II – Passaré Unidos para Lutar pela Paz – José Walter
  • Deslizamento e Soterramento
Morro do Santiago – Barra do Ceará Comunidade Morro Gengibre – Manoel Dias Branco

Risco Alto

  • Inundação e Alagamento
Riacho Doce – Jardim Iracema Monte Rei – Quintino Cunha Pantanal do Parque Santo Amaro – Bom Jardim Lago Azul – Planalto Ayrton Senna
Comunidade do Pau Fininho – Papicu Comunidade da Rua do Guga – Bairro de Fátima Lagoa do Mela-Mela – Granja Portugal Campo Estrela – Jangurussu
Lagamar II – São João do Tauape Parque São Vicente – Siqueira Riacho das Pedras – Bonsucesso Comunidade dos Canos – Parque São José
Comunidade Ilha Dourada – Quintino Cunha Comunidade Marrocos – Siqueira Canal do Itaperi – Itaperi Conjunto Jardim Fluminense – Canindezinho
Alto Jerusalém – Quintino Cunha Canal Leste – Bom Jardim Comunidade Boa Vista – Boa Vista/Castelão/Dias Macedo Comunidade da Chesf (Ponte do Pau da Velha) – Dom Lustosa
  • Deslizamento e Soterramento
Areia Grossa – Pirambu Comunidade Santa Terezinha – Vicente Pinzón Comunidade Serviluz – Cais do Porto
Comunidade Morro do Mirante – Mucuripe Morro das Placas – Vicente Pinzón Comunidade Novo Lar – Barra do Ceará

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