
O avanço do discurso de ódio, as suspeitas de corrupção no Congresso e a oposição à legalização do aborto estão entre os principais pontos de preocupação ressaltados no documento divulgado na segunda-feira (29) pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), principal entidade católica do país.
O Brasil, nação com a maior população católica do mundo, que vem registrando um crescimento expressivo das igrejas evangélicas, encerra um ano marcado pela “perda de decoro e a falta de responsabilidade por parte de algumas autoridades, especialmente do nosso Congresso Nacional”, aponta o texto.
Para a CNBB, o “enfraquecimento da ética e o aumento da corrupção na vida pública” colaboram para a “fragilização dos mecanismos democráticos” e ampliam a desconfiança da população em relação às instituições republicanas.
O documento, assinado por Spengler, nomeado cardeal pelo falecido papa Francisco, e por outras lideranças da CNBB, reafirmou o posicionamento da Igreja contra a interrupção da gravidez.
“Reiteramos a sacralidade da vida humana , desde a concepção até seu fim natural. Ela é o primeiro dos direitos. Manifestamo-nos firmemente contra qualquer iniciativa de legalização do aborto”, diz.
Por fim, a carta da principal instituição católica comenta o cenário econômico ao questionar o “pagamento de exorbitantes juros e amortizações da dívida”, que compromete a possibilidade de “maior investimento em educação, saúde, moradia e segurança”.


