O Programa Forrageiras do Ceará chega ao fim do ano com avanços na difusão de tecnologias voltadas à produção forrageira no semiárido. Ao todo, foram implantadas ou tiveram início de implantação 494 Unidades Disseminadoras de Tecnologia (UDTs), beneficiando produtores rurais em 35 municípios. A iniciativa segue em expansão para alcançar a meta de mil unidades até 2026.
Lançado em fevereiro de 2025, o programa tem como objetivo reduzir os impactos da estiagem sobre a pecuária, assegurando alimento para o rebanho. A ação integra o Projeto Acelera Ceará e é executada pelo Sistema Faec/Senar, em parceria com o Sebrae.
Do total previsto para 2025, 126 UDTs já estão em funcionamento, enquanto outras 368 estão em fase de implantação. As atividades resultaram no atendimento direto a 494 produtores rurais e na implantação de 494 hectares de áreas destinadas ao suporte forrageiro.

Os produtores participantes têm acesso a um cardápio forrageiro formado por culturas adaptadas às condições climáticas do semiárido. Entre elas capim Massai, capim BRS Capiaçu, milho BRS 2022, sorgo BRS 661, mandioca pretinha, palma Orelha-de-Elefante Mexicana e gliricídia.
Além da disponibilização das culturas, o programa oferece um pacote tecnológico que inclui análise de solo e de água, preparo das áreas, fornecimento de insumos e acompanhamento técnico especializado. A execução das atividades segue a metodologia adotada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
A iniciativa conta ainda com suporte técnico da Embrapa Caprinos e Ovinos, do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e da Universidade Federal do Ceará (UFC). Para 2026, a continuidade da implantação das UDTs prevê atuação tanto em sistemas irrigados quanto em áreas de sequeiro, com apoio dos Sindicatos Rurais.
Forrageiras do Semiárido
De forma complementar, o Programa Forrageiras do Semiárido avança no Estado com novas etapas de pesquisa e desenvolvimento. Essa etapa tem como foco a aplicação de nanopartículas no manejo de plantas forrageiras, a exemplo do capim Massai e da palma Orelha-de-Elefante Mexicana.

A proposta é avaliar o desempenho e a adaptação dessas culturas às condições do semiárido, contribuindo para a adoção de práticas de manejo mais sustentáveis e eficientes. A continuidade da Fase 2.0 está prevista com a definição de novas áreas de estudo, fortalecendo a integração entre pesquisas já realizadas e inovações tecnológicas.
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