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Brasil lidera número de casos de doença transmitida por gatos; Ceará tem 9 registros

A esporotricose, considerada a micose subcutânea mais prevalente no mundo, segue avançando no Brasil, país que concentra o maior número de casos da doença em nível global, e acende um alerta de saúde pública, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais. No Ceará, já são nove casos registrados, conforme dados do Sistema Único de Saúde, em um cenário de expansão da doença no Nordeste.

Causada pelo fungo Sporothrix schenckii, a infecção se manifesta principalmente por lesões na pele, podendo atingir também mucosas oral e ocular. A principal forma de transmissão ocorre por meio de arranhões e mordidas de gatos domésticos infectados, o que torna a doença uma zoonose de atenção constante. Casos mais graves tendem a surgir em pessoas com o sistema imunológico comprometido.

Foto: Reprodução

Dos 27 estados brasileiros, 26 já apresentam diagnósticos confirmados de esporotricose, com o Rio de Janeiro sendo considerado o epicentro da doença no país. Em 2026, o avanço no Nordeste preocupa autoridades sanitárias, com maior concentração de registros em estados como Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas, além do Ceará.

O fungo responsável pela infecção é encontrado no solo, em vegetais e em matéria orgânica em decomposição, podendo penetrar na pele por meio de pequenos cortes ou arranhões. Embora qualquer pessoa possa ser infectada, o risco é maior entre profissionais que lidam com plantas, terra ou animais, como jardineiros, agricultores, veterinários e tutores de pets.

Nos animais, especialmente em gatos, os sintomas incluem lesões ulceradas na pele, secreção nasal e, em quadros mais graves, dificuldade respiratória. Em humanos, a doença pode se apresentar de diferentes formas, variando desde nódulos indolores na pele até manifestações mais severas, como comprometimento pulmonar ou disseminação pelo organismo, com febre, perda de peso e fraqueza.

O tratamento da esporotricose é considerado essencial para evitar complicações e reduzir a propagação da doença. A abordagem padrão envolve o uso prolongado de antifúngicos orais, como o itraconazol, enquanto casos graves podem exigir medicamentos mais potentes. Medidas preventivas incluem o uso de luvas ao manusear solo, plantas ou animais, cuidados com feridas na pele e evitar contato com gatos que apresentem lesões suspeitas.

Especialistas reforçam a importância da identificação precoce da doença e do encaminhamento imediato de animais com sintomas para atendimento veterinário. A conscientização da população sobre formas de transmissão, sinais clínicos e prevenção é apontada como uma das principais estratégias para conter o avanço da esporotricose no Ceará e em outras regiões do país.

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