A safra brasileira de grãos de 2025 alcançou 346,1 milhões de toneladas e estabeleceu um novo recorde na série histórica iniciada em 1975. Os dados fazem parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa um crescimento de 18,2% em relação à safra de 2024 e reflete desempenhos históricos de culturas como soja, milho, algodão, sorgo e café do tipo canephora. A produção de soja atingiu 166,1 milhões de toneladas, enquanto o milho somou 141,7 milhões. O algodão chegou a 9,9 milhões de toneladas, o sorgo a 5,4 milhões e o café canephora a 1,3 milhão de toneladas, todos com volumes recordes.

De acordo com o IBGE, o crescimento da produção ocorreu mesmo com expansão mais moderada da área colhida. Em 2025, foram colhidos 81,6 milhões de hectares, alta de 3,2% frente a 2024. Houve aumento da área plantada de algodão, arroz, soja, milho e sorgo, enquanto feijão e trigo registraram redução.
A região Centro-Oeste concentrou mais da metade da produção nacional de grãos em 2025, com 178,7 milhões de toneladas, o equivalente a 51,6% do total. Em seguida aparecem a Região Sul, com 86,3 milhões de toneladas (24,9%), Sudeste, com 31,1 milhões (9,0%), Nordeste, com 27,7 milhões (8,0%), e Norte, com 22,3 milhões (6,5%).
Entre os estados, Mato Grosso liderou a produção nacional, respondendo por 32,0% da safra de grãos, seguido por Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Juntos, esses seis estados concentraram cerca de 80% da produção brasileira em 2025.
Para 2026, o IBGE projeta uma retração de 1,8% na safra de cereais, leguminosas e oleaginosas, com produção estimada em 339,8 milhões de toneladas, o que representa 6,3 milhões de toneladas a menos em relação a 2025. A redução está associada principalmente às culturas de milho, sorgo e arroz, além de fatores como preços mais baixos, margens de lucro reduzidas e incertezas climáticas em algumas regiões produtoras.

