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Ceará registra menor número de mortes por dengue em 18 anos e reforça alerta para período chuvoso

O Ceará registrou, em 2025, o menor número de mortes por dengue dos últimos 18 anos. Durante todo o ano, foram confirmados apenas três óbitos e cerca de 4.742 casos da doença, cenário que indica uma circulação mínima do vírus no estado. Apesar do resultado positivo, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) alerta para o risco de aumento de casos em 2026, especialmente com a chegada do período chuvoso.

Em Fortaleza, nenhum óbito por dengue foi registrado ao longo de 2025. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a capital não alcançava esse resultado desde 1997, há 28 anos. Para o secretário executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, Antonio Lima Neto, a redução expressiva está ligada ao envolvimento direto da população no combate ao mosquito transmissor.

De acordo com o gestor, atitudes simples dentro de casa fizeram a diferença, como eliminar focos de água parada, manter quintais limpos e realizar o descarte adequado do lixo. “A colaboração da população foi fundamental para reduzir a infestação do Aedes aegypti e, consequentemente, o número de casos e óbitos no Ceará”, ressaltou.

As autoridades de saúde também reforçam a importância do diagnóstico precoce das arboviroses, principalmente durante a fase inicial de febre. A identificação rápida da doença contribui para um tratamento mais eficaz e reduz o risco de agravamento dos quadros clínicos.

Para 2026, o cenário inclui um novo aliado no enfrentamento da dengue: a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, totalmente produzida no Brasil. Após mais de quatro décadas sem uma imunização em larga escala, o país iniciou a aplicação do imunizante, e o município de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, foi escolhido como um dos três do Brasil para participar da etapa ampliada de vacinação, que inicialmente atende pessoas entre 15 e 59 anos.

Antonio Lima Neto destaca que o combate à dengue exige ações permanentes, com investimento em tecnologia, monitoramento de riscos, definição de áreas prioritárias e fortalecimento do trabalho dos agentes comunitários de saúde. A Sesa alerta ainda que o período entre fevereiro e maio demanda atenção redobrada, por concentrar os maiores volumes de chuva. Caso o vírus volte a circular intensamente no início de 2026, o controle alcançado em 2025 pode ser rapidamente revertido.

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