PUBLICIDADE

Fecomércio aponta alta na confiança e queda do endividamento em Fortaleza

Levantamentos do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), vinculado à Fecomércio-CE, apontam avanço na confiança do consumidor e retração no nível geral de endividamento na Capital nesse início de 2026. De acordo com os dados, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) atingiu, em janeiro, o melhor patamar desde maio de 2023. Paralelamente, o percentual de consumidores endividados recuou 2,0 pontos percentuais na comparação com dezembro do ano passado.

O ICC de Fortaleza alcançou 126,0 pontos em janeiro, representando crescimento de 0,4% em relação ao mês anterior. O resultado é impulsionado, principalmente, pelo Índice de Expectativas Futuras (IEF), que avançou 1,2% e chegou a 131,1 pontos.

Fecomércio aponta alta na confiança e queda do endividamento em Fortaleza
Foto: Thinkstock

A percepção sobre a situação financeira também segue positiva. Segundo a pesquisa, 75,2% dos entrevistados avaliam que a condição atual é melhor do que a registrada há um ano, enquanto 86,6% acreditam em melhora ainda maior nos próximos meses.

O levantamento aponta ainda um aumento na intenção de compra dos consumidores fortalezenses, movimento associado ao período de promoções no comércio. O percentual de pessoas dispostas a consumir subiu de 43,3% para 45,5% em janeiro. O gasto médio planejado é de R$ 619,98. Entre os produtos mais citados estão itens de vestuário (38,9%), calçados (26,3%) e móveis ou artigos de decoração (14,7%).

Endividamento e inadimplência

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor em Fortaleza indica que 67,6% dos consumidores possuem algum tipo de dívida, como contas a pagar. O índice representa queda frente a dezembro de 2025, quando o percentual era de 69,6%, e mantém trajetória de redução em relação ao início do ano passado, que registrava 74,4%.

Fecomércio aponta alta na confiança e queda do endividamento em Fortaleza
Foto: Guilherme Santos/Sul21

O cartão de crédito permanece como o principal meio de endividamento, utilizado por 72,5% dos entrevistados. Em média, as famílias destinam 34,5% da renda mensal ao pagamento de dívidas, com valor médio de débito estimado em R$ 1.749.

Apesar da redução do endividamento total, houve um leve aumento das contas em atraso, que passaram para 19,6%, um crescimento de 0,4 ponto percentual. Já a inadimplência potencial, que são os consumidores que afirmam não conseguir honrar os pagamentos, está em 9,7%.

Um dado considerado relevante pela pesquisa é o avanço na organização financeira: 79,3% dos entrevistados afirmam realizar controle mensal do orçamento e acompanhamento dos gastos.

Avaliação

Para a diretora institucional da Fecomércio-CE, Cláudia Brilhante, os resultados indicam um consumidor mais cauteloso e consciente. Segundo ela, o cenário aponta para um ano mais equilibrado, com maior prioridade ao pagamento de dívidas, compras à vista e redução de compromissos financeiros de longo prazo.

No entanto, a diretora chama atenção para fatores que ainda representam risco. “Alertamos que ainda temos uma quantidade muito grande de pessoas comprando no cartão de crédito e não conseguindo pagar. Então, aproveitamos o momento para orientar o consumidor: não adianta fazer a lista das suas despesas e não cumprir. A pesquisa nos mostra que a lista está feita, mas não está sendo cumprida, e isso não resolve financeiramente o orçamento”, comentou.

Acompanhe mais notícias da Rede ANC através do Instagram, Spotify ou da Rádio ANC.

WhatsApp
Facebook
Twitter
Telegram
Imprimir