Fortaleza sediou, nesta segunda-feira (19/01), o workshop “Governança do Futuro: Dessalinização e Reuso de Águas no Brasil”, realizado no auditório do BS Design Corporate Towers. O evento reuniu autoridades e especialistas do Brasil e do Chile para debater soluções voltadas à escassez hídrica, com ênfase em dessalinização, reuso de água e governança sustentável dos recursos hídricos.
A iniciativa integrou as ações de cooperação técnica internacional firmadas entre a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e o Governo da Região de Atacama, no Chile. O intercâmbio teve como objetivo contribuir para os estudos e a implantação da Planta de Dessalinização de Fortaleza (Dessal), considerada estratégica para o fortalecimento do abastecimento hídrico no Estado.
Durante o encontro, foi apresentada a experiência chilena no enfrentamento da escassez hídrica. Com mais de 15 anos consecutivos de megasseca, o Chile se tornou referência mundial ao implantar 24 usinas industriais de dessalinização, além de outras 51 em fase de construção ou projeto.

O modelo adotado no país, baseado na integração com fontes de energia renovável, foi apontado como alternativa para reduzir impactos ambientais e custos operacionais. A mesma diretriz norteia a construção da Dessal no Ceará, sob a liderança da Cagece.
“O que vimos lá é que as tubulações no mar funcionam inclusive como recifes artificiais, cheios de peixes, crustáceos e moluscos. As tubulações levaram vida para o pequeno espaço no mar que está sendo utilizado para a dessalinização, diferente do que muito se falou, de que poderiam causar problemas ambientais. Lá vimos foi o contrário, vimos melhorias para a região marinha”, comentou Neuri.
O workshop contou com a presença do governador da Região de Atacama, Miguel Vargas, e do presidente da Cagece, Neuri Freitas, além de gestores públicos, pesquisadores e especialistas internacionais. Ao longo da programação, foram debatidos temas como o abastecimento de água em áreas desérticas, os desafios ambientais do manejo costeiro, a reutilização de águas residuais e a utilização de Parcerias Público-Privadas (PPPs) como mecanismo de gestão.
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