PUBLICIDADE

Bicicletas elétricas e autopropelidos devem crescer até 55% no Brasil

Projeções da Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike) indicam que o mercado brasileiro de bicicletas elétricas e veículos autopropelidos deve crescer entre 42% e 55% ao longo de 2025. As estimativas constam no Boletim Aliança Bike 2025 e refletem a consolidação da micromobilidade elétrica no País.

Ao longo de 2024, o faturamento gerado exclusivamente pelas bicicletas elétricas de pedal assistido somou R$ 511 milhões. Para o próximo ano, a expectativa do setor é alcançar a marca de 83,3 mil unidades comercializadas, impulsionadas principalmente pelo desempenho das mountain bikes elétricas (e-MTB). Segundo o coordenador-geral da Aliança Bike, Luiz Saldanha, esse segmento mantém um ritmo constante de expansão, embora a infraestrutura urbana ainda represente um obstáculo.

Bicicletas elétricas e autopropelidos devem crescer até 55% no Brasil
Foto: Reprodução

Ainda em 2024, os veículos autopropelidos, equipados com acelerador e que dispensam a pedalada, chegaram a 160 mil unidades vendidas e responderam por aproximadamente 75% do mercado total de micromobilidade elétrica. Em 2016, eram 7,6 mil unidade de veículos elétricos leves, número que passou para cerca de 284 mil no ano passado, um crescimento de 3.637% em menos de dez anos.

No comércio exterior, os dados mostram que o Brasil importou 26.333 bicicletas elétricas e autopropelidos em 2024, conforme informações da Receita Federal processadas pela Aliança Bike. Em paralelo, a produção nacional concentrada no Polo Industrial de Manaus alcançou 19.147 unidades, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Modelos

Entre as principais transformações do mercado brasileiro está a equiparação entre as mountain bikes elétricas e os modelos urbanos. Em 2024, as e-MTB passaram a representar 50% do mercado, enquanto as bicicletas urbanas responderam por 48% e os modelos de estrada ficaram com apenas 2%, de acordo com o boletim.

Bicicletas elétricas e autopropelidos devem crescer até 55% no Brasil
Foto: Reprodução

Na avaliação de Luiz, a predominância das mountain bikes acompanha uma tendência global e tem alterado também o perfil do cicloturismo e do uso recreativo. Segundo o coordenador geral da Aliança Bike, os consumidores estão mais dispostos a adotar esse tipo de bicicleta em atividades de lazer e viagens de longa distância.

O preço médio das mountain bikes elétricas, estimado em R$ 14.041, é quase três vezes superior ao dos modelos urbanos, que custam em média R$ 5.108. Esse fator contribui para a maior participação do segmento no faturamento do setor.

Obstáculos

Apesar do avanço do setor, a infraestrutura urbana segue como um dos principais desafios. Para executivos do segmento, há uma percepção negativa sobre os micromodais em parte das instituições, quando o problema estaria mais relacionado à ausência de fiscalização e de planejamento urbano adequado.

Bicicletas elétricas e autopropelidos devem crescer até 55% no Brasil
Foto: Divulgação/Prefeitura de Fortaleza

Um levantamento da Aliança Bike, divulgado em dezembro de 2024, aponta que menos de 3% da malha viária das capitais brasileiras conta com ciclovias e ciclofaixas. Nesse quesito, Fortaleza lidera com 8% de cobertura, enquanto a média nacional permanece abaixo desse patamar.

Mobilidade

Paralelamente, um estudo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), realizado em 2024, indica que 29,4% dos usuários abandonaram o transporte público desde 2017. Enquanto isso, outros 27,5% reduziram a frequência, ampliando a demanda por alternativas individuais de mobilidade.

No cenário internacional, o mercado global de bicicletas elétricas foi estimado em US$ 50,1 bilhões em 2024 e deve alcançar US$ 148,7 bilhões até 2032, segundo a Fortune Business Insights. A região da Ásia-Pacífico concentra 57% da receita global, com a China liderando o setor, estimado em US$ 10,7 bilhões no último ano.

Acompanhe mais notícias da Rede ANC através do Instagram, Spotify ou da Rádio ANC.

WhatsApp
Facebook
Twitter
Telegram
Imprimir