A confiança do setor industrial segue baixa no início de 2026. De acordo com o levantamento Resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apenas nove dos 29 segmentos industriais apresentaram confiança em janeiro. Apesar do cenário ainda negativo, o número representa um avanço em relação à pesquisa anterior, quando apenas sete setores estavam confiantes.

Segundo a CNI, os dados reforçam a leitura de um ambiente econômico ainda desfavorável ao setor produtivo. Para a especialista em Políticas e Indústria da entidade, Larissa Nocko, a falta de confiança está relacionada à desaceleração da economia, à forte entrada de produtos importados, que reduz a demanda por bens industriais nacionais, e aos juros elevados, que afetam diretamente os investimentos.
Para a edição de janeiro, a pesquisa ouviu 1.642 empresas industriais, sendo 671 de pequeno porte, 587 de médio porte e 384 de grande porte, entre os dias 5 e 14 de janeiro de 2026. O índice é considerado positivo quando ultrapassa os 50 pontos. Entre as pequenas indústrias, o ICEI permaneceu em 47,9 pontos. Nas empresas de médio porte, houve alta de 0,7 ponto, chegando a 49 pontos, enquanto nas grandes indústrias o avanço foi de 0,4 ponto, alcançando 49,5 pontos.
Na análise regional, o cenário de pessimismo predomina no país, com exceção do Nordeste e do Centro-Oeste. A indústria nordestina manteve confiança ao longo de 2025 e registrou, em janeiro, o maior avanço entre as regiões, com alta de 1,4 ponto, atingindo 55,1 pontos. O Centro-Oeste também apresentou resultado positivo, com crescimento de 0,7 ponto, chegando a 51,4 pontos.
Por outro lado, o Sul segue como a região mais pessimista, apesar da melhora no indicador, que subiu 0,6 ponto, alcançando 46,4 pontos. No Sudeste, o índice teve leve alta de 0,1 ponto, chegando a 47,3 pontos. Já no Norte, houve recuo de 0,1 ponto, com o ICEI passando de 48,8 para 48,7 pontos.
Entre os segmentos com menor nível de confiança em janeiro estão metalurgia (43,7 pontos), couros e artefatos de couro (44,9), celulose e papel (45) e vestuário e acessórios (45,5). Já os setores mais confiantes foram impressão e reprodução (53,4 pontos), perfumaria, limpeza e higiene pessoal (52,6), farmoquímicos e farmacêuticos (52,4) e extração de minerais não metálicos (51,8).
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