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Imposto de Renda: o que você precisa ter em mãos para declarar em 2026

A utilização da declaração pré-preenchida do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) tem tornado o processo de prestação de contas com a Receita Federal mais simples para muitos contribuintes. Ainda assim, é fundamental reunir previamente todos os documentos que comprovem rendimentos, bens e despesas, evitando erros ou inconsistências no envio das informações.

Entre os dados básicos exigidos na declaração estão o CPF do titular e dos dependentes, comprovante de endereço atualizado e informações bancárias, como contas e aplicações financeiras. Mesmo com o preenchimento automático, a conferência dos dados é indispensável.

Comprovação de rendimentos

Para declarar corretamente os valores recebidos ao longo do ano, o contribuinte deve reunir documentos que comprovem suas fontes de renda. Entre os principais estão:

  • Informes de rendimentos de salários ou aposentadorias, disponíveis junto às empresas ou pelo aplicativo Meu INSS;

  • Rendimentos de Microempreendedor Individual (MEI), obtidos por meio do portal Gov.br;

  • Ganhos provenientes de participação societária em empresas;

  • Rendimentos de pensão, trabalhos autônomos ou prestação de serviços;

  • Informes de rendimentos de aplicações financeiras.

Declaração de bens e direitos

Todos os bens registrados em nome do contribuinte precisam constar na declaração, como imóveis, veículos e participações societárias. Para isso, é importante manter organizados:

  • Escrituras ou contratos de compra e venda de imóveis;

  • Documentação de veículos;

  • Informes de cotas ou participação em empresas.

Despesas dedutíveis

Alguns gastos podem ser deduzidos do Imposto de Renda, desde que devidamente comprovados. Entre eles estão:

  • Comprovantes de pagamento de mensalidades escolares e cursos;

  • Recibos e notas fiscais de despesas médicas, odontológicas, psicológicas e fisioterápicas;

  • Comprovantes de pagamento de planos de saúde e odontológicos;

  • Gastos com profissionais como advogados, engenheiros e corretores.

Antes de iniciar a declaração, o contribuinte deve avaliar suas fontes de renda, bens registrados, contas bancárias e investimentos, além de despesas com saúde e educação e eventuais dívidas em aberto.

Outros documentos importantes

Dependendo do perfil do contribuinte, também podem ser exigidos:

  • Informações sobre empréstimos e financiamentos;

  • Extratos de consórcios;

  • Recibos de doações realizadas ou recebidas.

Declaração do IRPF em 2026

O cronograma oficial e as regras para a declaração do IRPF 2026 ainda não foram divulgados pelo Governo Federal. Nos últimos anos, o prazo para envio da declaração ocorreu entre os meses de março e maio.

Quem é obrigado a declarar e não entrega a documentação dentro do prazo está sujeito ao pagamento de multa, que em 2025 foi de R$ 165,74. No último ano, a Receita Federal recebeu mais de 43 milhões de declarações.

Quem é obrigado a declarar

Devem apresentar a declaração, entre outros:

  • Pessoas com rendimentos tributáveis acima de R$ 30.639,90 ao ano;

  • Quem obteve receita bruta da atividade rural superior a R$ 153.199,50;

  • Contribuintes com rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte acima de R$ 200 mil;

  • Quem realizou operações na bolsa de valores, incluindo day trade ou vendas acima dos limites estabelecidos;

  • Pessoas que tiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos;

  • Quem possuía bens e direitos cujo valor total ultrapassou R$ 800 mil;

  • Titulares de bens, direitos ou entidades no exterior, incluindo trusts, ou que optaram pela atualização de valores no exterior.

Organizar a documentação com antecedência é uma das principais formas de evitar problemas com o Fisco e garantir que a declaração seja enviada corretamente dentro do prazo.

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