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Hospital Regional do Cariri oferece atendimento especializado a vítimas de animais peçonhentos

Foto: GOV.CE

O Hospital Regional do Cariri (HRC), em Juazeiro do Norte, realiza atendimento especializado a pessoas vítimas de acidentes com animais peçonhentos, como escorpiões, cobras e aranhas — situações consideradas emergência médica, mesmo quando os sintomas iniciais parecem leves.

Foto: Reprodução

Um dos atendimentos recentes foi do aposentado Pedro Marcelino, de 70 anos, que sofreu uma picada de escorpião em casa. Após sentir dor e dormência que se espalhavam pela perna, ele procurou o HRC, onde passou por triagem, avaliação médica e observação clínica, com melhora dos sintomas após a medicação.

A médica emergencista Morgana Tavares explica que os sinais de gravidade variam conforme o animal, mas alerta para sintomas que exigem socorro imediato: dor intensa e progressiva, inchaço, vômitos, tontura, sudorese, visão embaçada, dificuldade respiratória, sonolência excessiva, confusão mental ou queda de pressão. “Esses sinais indicam ação sistêmica do veneno e demandam urgência”, afirma.

No HRC, os pacientes são classificados por gravidade e, quando indicado, recebem soro antiveneno específico. O acompanhamento inclui monitoramento de sinais vitais e reavaliações laboratoriais, pois complicações podem surgir mesmo após melhora inicial.

A farmacêutica Marina Santos destaca que a decisão sobre o uso do soro considera sintomas, tipo de animal e exames. Pacientes sem sinais clínicos permanecem em observação por no mínimo 12 horas; já os casos com envenenamento confirmado ficam ao menos 24 horas ou até estabilização clínica e laboratorial. O hospital dispõe de soros antibotrópico, anticrotálico, antielapídico, antiescorpiônico e antiaracnídeo.

Panorama no Ceará

Entre 2024 e 2025, o Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) registrou 26.660 acidentes por animais peçonhentos no estado, sendo 60,8% causados por escorpiões. No Cariri, as notificações passaram de 2.825 (2024) para 3.667 (2025), alta de 29,8%. No HRC, foram 96 registros em 2024 e 149 em 2025.

O que não fazer

A orientação médica é não cortar o local, não fazer torniquete, não sugar o veneno nem aplicar substâncias caseiras. O correto é manter o membro em repouso, retirar itens apertados (anéis, pulseiras, calçados), lavar apenas com água e sabão e, se possível, registrar imagem do animal para auxiliar na identificação do tratamento.

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