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Com contribuições para o Ceará, programa Cisternas supera 100 mil entregas em todo o Brasil

Iniciado em 2003, o Programa Cisternas é tido como uma das principais políticas públicas em nível nacional no combate à seca - (Foto: Reprodução)
Iniciado em 2003, o Programa Cisternas é tido como uma das principais políticas públicas em nível nacional no combate à seca – (Foto: Reprodução)

Iniciativa do Governo Federal voltada para a captação e o armazenamento de água da chuva, o Programa Cisternas tem sido uma das principais estratégias para reduzir os impactos da estiagem no semiárido nordestino. Com tecnologias simples e de baixo custo, a ação garante abastecimento hídrico para consumo humano, produção de alimentos e criação de animais, além de gerar emprego e renda nas comunidades atendidas.

Criado há mais de 20 anos, o programa ganhou novo impulso nas últimas edições e passou a ser tratado como prioridade nas regiões mais afetadas pela seca. Somente em 2025, foram entregues 104.300 unidades de captação e armazenamento de água em todo o país. O avanço é significativo quando comparado a anos anteriores. Em 2022, por exemplo, cerca de 6,7 mil cisternas haviam sido instaladas. Já em 2025, o número saltou para 48,9 mil unidades.

Em meio aos desafios provocados pelas mudanças climáticas, a região Nordeste é a maior contemplada com o alcance da política pública, pois concentra grande parte das entregas: 88% do total. Estados como Pernambuco, Rio Grande do Norte e Bahia estão entre os mais beneficiados. No Ceará, foram 28.900 unidades entregues de 2023 até 2025.

Programa Cisternas: impactos que vão além do abastecimento

Além de garantir água para o consumo humano, o programa traz reflexos diretos na qualidade de vida das famílias. Entre os resultados apontados estão a redução de doenças relacionadas à água contaminada, a diminuição da mortalidade infantil e o aumento da produção agrícola, fatores que ajudam a fortalecer a economia local e a segurança alimentar.

O público-alvo é formado por famílias da zona rural com renda per capita de até meio salário mínimo, além de escolas e equipamentos públicos localizados em áreas afetadas pela seca. Para participar, é necessário estar inscrito no Cadastro Único do Governo Federal.

Por meio do Novo PAC, já foram contratadas mais de 189 mil unidades, dentro de uma meta de 219 mil cisternas. Ao todo, 1.037 municípios em 19 Estados participam da iniciativa, que soma investimentos de R$ 1,7 bilhão.

Transformação na vida das famílias

O programa utiliza diferentes modelos de cisternas conforme a necessidade de cada comunidade. As mais comuns são as de 16 mil litros, destinadas ao consumo humano, que captam água da chuva durante o período chuvoso para uso nos meses mais secos.

Já as estruturas de 52 mil litros são voltadas para a produção de alimentos e abastecimento de animais. Também há versões específicas para escolas rurais e sistemas comunitários, especialmente implantados na região Norte.

No município de Morada Nova, no interior do Ceará, o agricultor Francisco Regivaldo relata que a rotina mudou depois da chegada das cisternas. Antes, em períodos de seca, ele precisava disputar água com os animais em um açude da região.

Hoje, conta com uma cisterna para o consumo doméstico e outra voltada à produção agrícola, que capta água de um córrego para irrigar frutas e hortaliças.

“Antes eu chegava para pegar água e tinha gado dentro do açude. Agora temos água limpa para beber e outra para a produção. Isso ajudou muito a melhorar nossa vida”, contou.

Para a coordenação do programa, histórias como essa mostram que o acesso à água vai além do abastecimento básico. A iniciativa contribui para geração de renda, fortalecimento da agricultura familiar e permanência das famílias no campo, reduzindo os impactos sociais da seca no semiárido brasileiro.

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