
Fortaleza apresentou redução no custo da cesta básica ao longo do último ano. De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o conjunto de alimentos essenciais passou a custar R$ 694,06 em janeiro de 2026. Essa queda no preço dos alimentos representa 0,91% em comparação com o mesmo período de 2025.
Segundo a pesquisa, a queda é resultado da combinação entre a diminuição nos preços de alguns alimentos e a política de valorização do salário mínimo, que ampliou o poder de compra da população.
O que contribuiu para a queda no preço da cesta?
Entre os 12 itens que compõem a cesta básica, oito registraram redução de preço nos últimos 12 meses. Os principais recuos foram observados no arroz e no açúcar. Também ficaram mais baratos produtos como feijão carioca, tomate, farinha de mandioca, leite integral, óleo de soja e manteiga.
Em contrapartida, parte dos alimentos apresentou alta. Foi o caso do café em pó, da banana, do pão francês e da carne bovina de primeira. Com a redução no custo da cesta e o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621, o tempo de trabalho necessário para comprar os alimentos básicos também diminuiu. Em janeiro de 2026, o morador de Fortaleza precisou trabalhar 94 horas e 12 minutos para adquirir a cesta, um período menor do que o registrado em dezembro de 2025, quando eram necessárias 98 horas e 7 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a compra da cesta caiu. Na prática, trabalhadores que recebem essa faixa de renda passaram a comprometer 46,29% do salário mensal para garantir a compra dos alimentos básicos.


