O mercado de trabalho formal no Nordeste apresentou desempenho positivo em 2025, com a criação líquida de 347.940 postos de trabalho. O número corresponde a 27,2% de todas as vagas abertas no Brasil ao longo do ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O levantamento considera 3.762.087 admissões e 3.414.147 desligamentos registrados entre janeiro e dezembro.
A análise foi elaborada pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste (BNB), e divulgada nesta quarta-feira (11/02), em Fortaleza. Com esse resultado, a região alcançou o segundo melhor desempenho do país em geração de empregos formais no período.
Na comparação com 2024, o saldo nordestino cresceu 6,3%. O avanço contrasta com o cenário nacional, que registrou saldo positivo de 1,27 milhão de vagas em 2025, volume 23,7% inferior ao observado no ano anterior. O Sudeste liderou em números absolutos, com 504.972 novos postos, mas apresentou retração de 34,5% em relação a 2024.

A avaliação do Etene aponta que o desempenho pode estar relacionado a fatores como investimentos em infraestrutura, expansão do setor de serviços e fortalecimento do mercado interno, que ajudaram a sustentar a geração de empregos na região mesmo em um ambiente de desaceleração nacional. No recorte estadual, o Ceará encerrou 2025 com saldo positivo de 49 mil empregos formais.
Apesar da manutenção do crescimento, o resultado representa uma redução de 11% em relação ao saldo registrado em 2024. Os setores que mais contribuíram para o desempenho foram Serviços, com 22.255 vagas; Comércio, com 9.509; e Construção, com 9.486 novos postos.
Em âmbito regional, o setor de serviços liderou a geração de empregos no Nordeste, concentrando 192.807 vagas, o equivalente a mais da metade do saldo total. Dentro do segmento, se destacaram as atividades de informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos, responsáveis por 84.795 postos.
Também apresentaram resultados relevantes as áreas de saúde humana, com a criação de 34.077 vagas, e de alojamento e alimentação, que registraram saldo positivo de 23.084 empregos ao longo do ano.
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