Foi confirmado nesta terça-feira (17/02) o primeiro caso de Mpox registrado em 2026 na capital gaúcha. A informação foi divulgada pela Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre, por meio de nota publicada no site oficial da Prefeitura. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente reside no município, mas a infecção ocorreu fora do estado.
Diante da confirmação, a Vigilância Epidemiológica reforçou a necessidade de adoção de medidas preventivas. Ao comentar o cenário, a enfermeira Raquel Carboneiro, gerente em exercício do órgão, orientou a população a observar sinais suspeitos antes de participar de qualquer evento que envolva aglomeração de pessoas. Entre eles, estão erupções, bolhas ou feridas, principalmente na região genital, boca, mãos e pés. A profissional ressaltou que, ao identificar alterações, é necessário procurar uma unidade de saúde, utilizar máscara e manter eventuais lesões cobertas.
O que é Mpox?
Identificada como uma doença viral, a Mpox é causada pelo vírus MPXV e tem como principal forma de transmissão o contato direto com lesões na pele, secreções, fluidos corporais ou saliva de pessoas infectadas. Objetos recentemente contaminados, como roupas, toalhas, roupas de cama e utensílios domésticos, também podem contribuir para a disseminação do vírus.

Sobre o período de incubação, o Ministério da Saúde informa que o intervalo entre a exposição ao vírus e o surgimento dos sintomas varia de três a 16 dias, podendo chegar a até 21 dias. Entre os sinais mais comuns estão erupções cutâneas, linfonodos inchados, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza.
Em relação às manifestações na pele, as lesões costumam surgir de um a três dias após o início da febre, embora também possam aparecer antes da elevação da temperatura corporal. Elas podem ser planas ou levemente elevadas, conter líquido claro ou amarelado e evoluir para crostas que secam e se desprendem com o tempo.
Segundo o Ministério da Saúde, as erupções geralmente se concentram no rosto, palmas das mãos e plantas dos pés, mas podem atingir qualquer região do corpo, incluindo boca, olhos, genitais e área anal. Na maioria dos casos, a doença apresenta evolução leve a moderada, com duração estimada entre duas e quatro semanas.
Além do contato direto, a transmissão por gotículas respiratórias também é possível, embora exija contato próximo e prolongado. Por essa razão, profissionais de saúde, familiares e parceiros íntimos estão entre os grupos com maior risco de infecção.
Prevenção
Como forma de prevenção, o Ministério da Saúde orienta evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Para aqueles que precisam manter contato com pacientes infectados, como cuidadores e profissionais da saúde, é recomendado o uso de equipamentos de proteção individual, incluindo luvas, máscaras, aventais e óculos de proteção.

Entre as medidas preventivas indicadas estão a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, a lavagem adequada de roupas, lençóis, toalhas e objetos pessoais do paciente, além da limpeza e desinfecção de superfícies potencialmente contaminadas. Resíduos, como curativos, devem ser descartados de forma correta.
Por fim, pessoas com suspeita ou confirmação de Mpox devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos de uso pessoal e procurar uma unidade básica de saúde ao apresentar sintomas compatíveis com a doença.
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