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Circulação de vírus respiratórios cresce no Ceará durante quadra chuvosa

O monitoramento dos vírus respiratórios no Ceará aponta predominância do rinovírus e crescimento recente da circulação da Influenza A, conforme boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Os dados mais recentes indicam mudanças no comportamento dos agentes infecciosos típicos deste período do ano.

Nas últimas semanas epidemiológicas, o rinovírus, responsável pelo resfriado comum, se manteve como o patógeno mais identificado entre os exames realizados no Estado. Apenas na Semana Epidemiológica (SE) 5, entre 1º e 7 de fevereiro, o vírus apresentou taxa de positividade de 20%, mantendo a tendência observada desde agosto de 2025.

Embora siga atrás desse índice, a Influenza A passou a registrar avanço. A taxa de exames positivos para o vírus da gripe saltou de 4%, verificada entre 25 e 31 de janeiro, para 19% na semana seguinte, demonstrando aceleração na circulação do patógeno.

De acordo com a coordenadora de Vigilância Epidemiológica e Prevenção em Saúde (Covep), Ana Cabral, o aumento não representa situação atípica. Segundo ela, a elevação acompanha a sazonalidade das síndromes gripais, fenômeno comum durante a quadra chuvosa cearense, marcada por maior umidade, variações de temperatura e condições favoráveis à transmissão viral.

Circulação de vírus respiratórios cresce no Ceará durante quadra chuvosa
Foto: Reprodução

“Vários vírus têm o comportamento de aparecer nessa época do ano. É um resultado considerado esperado”, afirmou.

O boletim da Sesa também traz dados relacionados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Entre 11 de janeiro e 1º de fevereiro, foram confirmados 316 casos no Ceará, distribuídos por todas as regiões do Estado.

Fortaleza concentrou o maior número de notificações, com 65 registros, seguida pelos municípios de Maracanaú (35) e Caucaia (32). Na sequência aparecem Sobral (17), Juazeiro do Norte (16), Quixeramobim (12), Cruz (9), Horizonte (8), Barbalha (6) e Crato (6).

Quanto à classificação dos casos, 47,5% foi definida como Srag não especificada. Outros 13% correspondem a infecções provocadas por outros vírus respiratórios, sendo o rinovírus responsável por 75,6% desse grupo. A Influenza responde por 4,1% das ocorrências, enquanto a Covid-19 representa 0,6%. Parte das notificações segue sob investigação.

A análise do perfil dos pacientes indica distribuição equivalente entre homens e mulheres. Pessoas com 70 anos ou mais formam o grupo etário mais atingido, reunindo 22,5% dos casos registrados.

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