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Espécie rara da Chapada do Araripe enfrenta risco de extinção, aponta pesquisa da URCA

Foto: Ascom URCA

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (URCA) revelou que o Guajá-do-Araripe, espécie encontrada exclusivamente na Chapada do Araripe, pode desaparecer caso não haja medidas de proteção ambiental mais efetivas. O animal, identificado pela ciência apenas em 2016, apresenta ocorrência restrita e depende de condições específicas para sobreviver.

Durante a pesquisa, o caranguejo foi localizado em somente quatro dos 27 pontos de água analisados dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada, o que evidencia sua distribuição limitada e vulnerável. A espécie costuma habitar riachos com água fria, corrente moderada e fundo formado por areia e pedras — características cada vez mais raras na região.

A redução desses ambientes está relacionada à poluição, ao descarte inadequado de resíduos, à canalização de nascentes, à expansão urbana e a práticas agrícolas próximas às fontes hídricas. Essas intervenções comprometem a qualidade da água e reduzem o fluxo natural dos riachos, afetando diretamente a sobrevivência do animal.

Os pesquisadores alertam que, sem ações de preservação, o Guajá-do-Araripe pode desaparecer em poucas décadas. Entre as medidas consideradas necessárias estão a proteção das nascentes, fiscalização ambiental mais rigorosa e iniciativas educativas junto às comunidades que utilizam esses recursos. A preservação desses ecossistemas é considerada fundamental não apenas para a espécie, mas também para a manutenção das reservas de água que abastecem o Cariri.

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