
O Hospital Geral de Fortaleza (HGF), equipamento da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), alcançou resultados relevantes com a participação no Projeto de Reestruturação de Hospitais Públicos (RHP). A iniciativa faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.
A taxa geral de conformidade do hospital passou de 32,2% na avaliação inicial (fim de 2024) para 65,2% na avaliação final, realizada em janeiro de 2026 – um aumento de 34%. Nas áreas-foco do projeto, a conformidade chegou a 84,8%, representando uma evolução de 49% em relação ao começo das atividades. Essa taxa é um indicador de qualidade e segurança que mede o percentual de adesão da instituição a normas, protocolos assistenciais, legislações vigentes e boas práticas em saúde, funcionando como um “termômetro” da segurança do paciente e da eficiência da gestão.
Além do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), do Núcleo Interno de Regulação (NIR) e do Núcleo de Educação Permanente (NEP), as áreas-foco contemplaram setores assistenciais estratégicos, como a emergência, a enfermaria da Ala E e a UTI Amarela, que atuaram como unidades-piloto nesta fase do projeto.
“Isso significa que o hospital passa a funcionar com mais previsibilidade, eficiência e capacidade de resposta às demandas assistenciais, refletindo diretamente na qualidade do cuidado prestado e na experiência dos pacientes”, explica a gerente de Qualidade e Segurança do Paciente do HGF, Araguacy Rebouças.
Fatores de progresso
Os avanços registrados estão relacionados à consolidação de boas práticas institucionais. Entre os fatores decisivos para a elevação dos índices estão a padronização de fluxos assistenciais e administrativos, a atualização de protocolos e o fortalecimento de núcleos estratégicos, como o NSP, o NIR e o NEP.
Também contribuíram para esse cenário o acompanhamento sistemático de indicadores, a capacitação permanente das equipes, a melhoria da gestão de leitos e a organização de unidades críticas e enfermarias. O aperfeiçoamento dos processos da farmácia hospitalar, da engenharia clínica e da segurança tecnológica também foi essencial.
Na prática, os resultados se traduzem em melhorias concretas, como maior segurança do paciente, diminuição de falhas operacionais, melhor integração entre setores e eficiência na utilização de recursos. “O engajamento dos profissionais e o trabalho integrado entre as áreas foram fundamentais para os resultados alcançados”, complementa Araguacy.
Próximos passos
Com a conclusão formal do projeto, após 15 meses, o principal desafio agora é garantir a sustentabilidade das melhorias. Os próximos passos incluem a manutenção das práticas implantadas, a ampliação das melhorias para outras alas do hospital, o acompanhamento contínuo de indicadores e o fortalecimento da cultura de melhoria contínua.
Como exemplo das ações realizadas, a Educação Permanente promoveu videoaulas sobre boas práticas de segurança, capacitando 3.830 trabalhadores.


