
O Governo do Ceará realizou, nesta terça-feira (3), a entrega de mais de 1.200 celulares recuperados por meio do programa Meu Celular. A solenidade ocorreu na sede da Polícia Civil do Estado do Ceará, no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), em Fortaleza, com a presença do governador Elmano de Freitas, do secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá, e do delegado-geral Márcio Gutiérrez, além de outras autoridades.
Durante o evento, Elmano destacou que o programa já alcançou a marca de 13 mil celulares devolvidos a vítimas de furto ou roubo.
“Hoje é uma marca muito importante do programa Meu Celular no Ceará. Nós alcançamos o número de 13 mil celulares devolvidos aos cidadãos e cidadãs cearenses”, afirmou.
O governador ressaltou que o resultado é fruto da atuação integrada das forças de segurança, com apoio do Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública, além da participação da população.
“É muito decisiva a participação da sociedade fazendo a denúncia”, pontuou, ao reforçar a importância do registro do boletim de ocorrência e do cadastro do aparelho na plataforma oficial.
Segundo o chefe do Executivo, a iniciativa também tem contribuído para desestimular o mercado ilegal.
“Nós temos uma redução de mais de 40% de roubo de celulares no Estado do Ceará”, disse, acrescentando que, durante o Carnaval, a queda passou de 60%.
Elmano alertou ainda para o risco da compra de aparelhos com preços muito abaixo do mercado.
“Quando for comprar um celular, desconfie de celular muito barato. É perigoso esse celular ser objeto de furto ou de roubo”, declarou.
O secretário Roberto Sá apresentou dados que reforçam a tendência de queda nos indicadores criminais. De acordo com ele, em 2024 houve redução de 7,7% na letalidade violenta e de 22% nos roubos no estado. Já em janeiro deste ano, a letalidade caiu 29% no Ceará, chegando a 36% na capital e 43% na Região Metropolitana, enquanto os roubos registraram redução de 42%. “Sem dúvida alguma, é uma estratégia que vem dando certo”, afirmou, destacando investimentos em inteligência, reestruturação das forças e concursos públicos em andamento.
O delegado-geral Márcio Gutiérrez reforçou que o boletim de ocorrência é essencial para o avanço das investigações. “É o boletim de ocorrência que vai alimentar as nossas investigações”, explicou. Ele orientou que, além do cadastro no site do programa, a vítima formalize o registro policial em até 72 horas após o crime. “Uma coisa não dispensa a outra”, destacou, ressaltando ainda a importância de verificar a procedência do aparelho antes da compra para evitar a prática de receptação e contribuir para enfraquecer a cadeia criminosa ligada ao roubo e furto de celulares.
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