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Ceará descarta oito notificações de Mpox e monitora quatro casos em análise

O Ceará monitora quatro casos suspeitos de Mpox em 2026, segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Até o momento, não há confirmações da doença no território cearense. Ao todo, foram realizadas 12 notificações neste ano, das quais oito já foram descartadas pelas autoridades sanitárias.

De acordo com a Sesa, o cenário é considerado sob controle, mas permanece em vigilância. De acordo com o boletim epidemiológico, a maior incidência da doença no Ceará ocorreu entre 2022 e 2023. Em 2022, o Brasil ultrapassou 10 mil casos, sendo 599 deles registrados no Estado.

Ceará descarta oito notificações de Mpox e monitora quatro casos em análise
Foto: Reprodução

O aumento recente de registros no país pode estar associado ao período pós-Carnaval, quando há maior proximidade física entre as pessoas. No Ceará, porém, o número de ocorrências segue padrão semelhante ao observado nos últimos anos, com média de um a três casos mensais. Em 2025, foram 13 confirmações no Estado, enquanto em 2024 foram 24.

Cenário nacional

Em âmbito nacional, o Brasil soma 88 casos confirmados de Mpox em 2026, conforme dados do Ministério da Saúde. São Paulo concentra 62 registros desde janeiro. Também há confirmações no Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1).

De acordo com a pasta, os quadros predominantes são leves a moderados e, até o momento, não há registro de mortes entre os casos confirmados neste ano. Em 2025, o país contabilizou 1.079 ocorrências e dois óbitos. Além disso, 11 mortes suspeitas estão sob investigação.

Até o dia 20 de fevereiro, o país tinha 48 casos confirmados. Também há 171 notificações suspeitas em acompanhamento.

O que é Mpox?

A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e se transmite principalmente por contato próximo com lesões na pele, sangue, fluidos corporais ou mucosas de pessoas infectadas. A disseminação também pode ocorrer por gotículas respiratórias de curto alcance, em interações face a face prolongadas, e pelo compartilhamento de objetos contaminados. O período de incubação varia, em geral, de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

Ceará descarta oito notificações de Mpox e monitora quatro casos em análise
Foto: AdobeStock

O sintoma mais comum é a erupção cutânea, que pode se manifestar como bolhas ou feridas e durar de duas a quatro semanas. As lesões podem atingir rosto, palmas das mãos, solas dos pés, virilha, regiões genitais e anal. Febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, apatia e aumento dos gânglios linfáticos também estão entre os sinais clínicos.

No início, as lesões podem se assemelhar à catapora, evoluindo de manchas avermelhadas para bolhas com depressão central e, posteriormente, crostas. A transmissão por contato direto deixa de ocorrer quando as crostas caem e há cicatrização completa.

Diagnóstico e tratamento

A confirmação da Mpox ocorre por exame laboratorial. O diagnóstico diferencial deve considerar doenças como varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas de pele, sífilis, cancroide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso e reações alérgicas, entre outras causas de erupções cutâneas.

O tratamento é direcionado ao alívio dos sintomas, prevenção de complicações e redução de possíveis sequelas. Até o momento, não há medicamento específico aprovado para a doença. A maioria dos casos evolui de forma leve ou moderada, com recuperação espontânea em poucas semanas.

Ceará descarta oito notificações de Mpox e monitora quatro casos em análise
Foto: AFP

Em situações graves, pode haver necessidade de internação e uso de antivirais para reduzir a extensão das lesões e o tempo de recuperação. Complicações incluem infecções bacterianas secundárias, encefalite, miocardite, pneumonia e comprometimento ocular.

Vale destacar que recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão apresentam maior risco de agravamento. Dados disponíveis indicam taxas de mortalidade que variam de 0,1% a 10%, a depender de fatores como acesso a serviços de saúde e condições clínicas prévias.

Prevenção

A principal recomendação é evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Caso o contato seja necessário, a orientação é fazer uso de luvas, máscara, avental e proteção ocular. A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel também é indicada.

O Ministério da Saúde orienta que pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado mantenham isolamento imediato e não compartilhem objetos de uso pessoal até o término do período de transmissão. Tais itens incluem toalhas, roupas, lençóis, talheres e escovas de dente.

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