
Prefeita de Morada Nova, no Vale do Jaguaribe, Naiara Castro (PBS) publicou um vídeo em suas redes sociais para pedir “união” diante dos últimos acontecimentos que reverberaram sobre a política local. A gestora se referiu a uma operação da Polícia Federal, realizada no município no dia 12 de março. Na ocasião, 16 pessoas foram detidas. Dentre elas, a prisão de cinco vereadores do município:
- Hilmar Sérgio – presidente da Câmara;
- Régis Rumão;
- Cláudio Maroca;
- Gleide Rabelo – secretário da Mesa Diretora;
- e Júnior Dedé, que se licenciou do cargo para ocupar a vaga de secretário de Administração de Morada Nova.
De acordo com a PF, o grupo é suspeito de um possível envolvimento com uma organização criminosa. Segundo as denúncias, essas pessoas estariam sendo beneficiadas com um suposto esquema ilícito para financiamento de campanhas eleitorais. Em seu pronunciamento, Naiara Castro afirmou confiar na Justiça.
A gestora também pediu união e destacou estar sensibilizada com a dor das famílias envolvidas nesse suposto escândalo. A prefeita pediu união e solicitou que o momento não fosse transformado em algo “político partidário”.
“Não é um momento para divisão e desunião. Não é momento para transformar dor em disputa política. Confio na Justiça dos homens, mas também na divina. Ele [Deus] conhece todas as coisas”, afirmou.
Prisão de cinco vereadores em Morada Nova
Intitulada de “Operação Traditori”, a ação da Polícia Federal cumpriu 30 mandados de busca e apreensão. De acordo com o caminhar das investigações, o esquema irregular envolvia figuras políticas, membros da facção e operadores financeiros.
Segundo o relatório, essa prática envolvia um plano estruturado para bancar campanhas eleitorais com recursos oriundos dos tráficos de armas e drogas. Em contrapartida, a facção solicitava a nomeação de determinados integrantes em cargos públicos.
Dos cinco vereadores, dois se pronunciaram. Hilmar destacou sua trajetória no serviço público e seus dois mandatos em serviço à população de Morada Nova como vereador. O político negou qualquer envolvimento com facções criminosas e destacou estar à disposição para colaborar com as investigações da Justiça.
Já a vereadora, por meio de seus advogados de defesa, afirmou total inocência e também destacou estar à disposição das autoridades.
Consequências
Apenas o vereador Júnior Dedé permanece no cargo de secretário. Os demais, além do afastamento do mandato com a prisão preventiva, podem enfrentar as seguintes consequências:
- Bloqueio de bens e valores ligados aos investigados para interromper o fluxo financeiro do suposto esquema;
- Se for comprovado que receberam dinheiro de facção ou cometeram crimes eleitorais, perda definitivamente do mandato;
- Podem ficar proibidos de disputar eleições por até 8 anos;
- Responder por crimes como: organização criminosa, lavagem de dinheiro, financiamento eleitoral ilegal, possível ligação com tráfico de drogas ou armas (origem do dinheiro)
As penas, somadas, podem ultrapassar 20 anos de prisão, dependendo das condenações.
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