
Março é marcado pelo Dia Mundial do Rim, celebrado no dia 12. A data reforça a importância da prevenção diante de um problema de saúde que cresce de forma silenciosa no Brasil: as doenças renais crônicas. Estima-se que cerca de um em cada dez adultos conviva com algum grau da doença, muitas vezes sem diagnóstico. Especialistas afirmam que manter hábitos saudáveis e acompanhar regularmente a saúde são atitudes simples que podem fazer diferença ao longo da vida. O alerta ganha ainda mais força porque, na maioria dos casos, a exemplos de doenças nos rins, o problema evolui sem sintomas evidentes, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de complicações.
De acordo com o nefrologista Farid Samaan, os principais fatores de risco estão diretamente ligados ao estilo de vida. Segundo o especialista, quando há falhas, diversos órgãos podem ser afetados, comprometendo o equilíbrio do corpo. “Hoje, os principais responsáveis pelo aumento das doenças renais são a obesidade, o diabetes e a hipertensão arterial. Controlar essas condições é a medida mais eficaz para proteger os rins”, afirma o especialista
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Os rins desempenham funções essenciais para o funcionamento do organismo. São responsáveis por controlar a quantidade de água no corpo, eliminar toxinas, regular a pressão arterial e ainda auxiliar na produção de glóbulos vermelhos”, alertou.
Problema nos rins – sinais, tratamento e como evitar
A prevenção, segundo especialistas, começa com atitudes simples. Controlar a pressão arterial, manter o diabetes sob acompanhamento, evitar o sobrepeso, não fumar e ter cautela no uso de medicamentos, principalmente anti-inflamatórios, são medidas fundamentais para preservar a saúde renal. Um ponto que costuma gerar dúvidas é a ingestão de água.
Embora seja essencial para o bom funcionamento do organismo, o consumo deve ser equilibrado. Para adultos saudáveis, a média de 1,5 litro por dia costuma ser suficiente. Já pessoas com histórico de infecções urinárias ou cálculos renais podem precisar de até três litros diários, sempre com orientação médica.
Outro desafio é o caráter silencioso das doenças renais. Entre os sinais que podem indicar algum problema estão o aumento da pressão arterial, inchaço no corpo e alterações na urina, como espuma excessiva ou coloração avermelhada. Ainda assim, especialistas recomendam que pessoas com fatores de risco façam exames pelo menos uma vez ao ano, como a dosagem de creatinina no sangue e a análise de urina para identificar microalbuminúria.
Nos casos mais graves, quando há perda significativa da função dos rins, o tratamento pode exigir terapias como hemodiálise, diálise peritoneal ou até transplante renal. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia apontam que mais de 170 mil brasileiros estavam em diálise em 2025, número que evidencia o impacto crescente da doença no sistema de saúde.
Apesar de todas as orientações, a medicina é unânime em reforçar que o melhor caminho ainda é a prevenção. Pequenas escolhas na rotina diária, como manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas e realizar acompanhamento médico regular, continuam sendo as principais aliadas para garantir a saúde dos rins ao longo da vida.


