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Eduardo Girão fala em “maior fraude do mundo” e cobra prorrogação da CPMI do INSS

Durante entrevista, Girão cobra avanço nas investigações sobre fraudes no INSS | Reprodução: Senado Federal

O senador Eduardo Girão (Novo), defendeu nesta quinta-feira (19), a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS e criticou a atuação do Senado durante entrevista ao repórter Maicon Viana.

Segundo o parlamentar, a reunião desta quinta marcou um momento “histórico” com a presença de um representante do sistema financeiro no colegiado. “A gente ter um banqueiro vindo aqui no Senado é algo que não é todo dia que acontece”, afirmou.

Girão fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusou parlamentares de tentarem impedir o avanço das investigações.

“O Senado está calado, omisso, covarde, e não quer prorrogar a CPMI”, disse. Ele também alegou que houve resistência para convocar pessoas ligadas ao sistema financeiro e ampliar o escopo das apurações.

O senador ainda mencionou suspeitas envolvendo o Banco Master e classificou os casos investigados como “a maior fraude do sistema previdenciário do mundo” e “a maior fraude do sistema financeiro do Brasil”.

CPMI do Banco Master

Girão afirmou que já acionou o Supremo Tribunal Federal para garantir a prorrogação da comissão e também a criação de uma CPMI específica para investigar o Banco Master.

Ele criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acusando-o de evitar a realização de sessões presenciais. “Será que o Senado vai precisar de uma determinação do STF para cumprir seu papel?”, questionou.

Assessoria envolvida

O senador também citou suspeitas envolvendo um assessor ligado à presidência do Senado, que teria assumido responsabilidade em investigação sobre “rachadinha”. Segundo Girão, o caso deveria ter resultado em afastamento, e não em promoção.

Além disso, ele destacou que as investigações da CPMI envolvem possíveis desvios de recursos de aposentados, pensionistas, pessoas com deficiência e outros beneficiários do INSS.

Expectativa sobre o relatório

A previsão é que o relatório final da CPMI seja apresentado na próxima semana, caso não haja prorrogação. No entanto, Girão afirmou que é contrário ao encerramento dos trabalhos neste momento.

“É como interromper algo que está chegando em gente poderosa”, disse.

Ele defendeu a continuidade das investigações para ouvir novos depoentes, incluindo representantes do sistema financeiro e autoridades do governo.

Apelo ao STF

O senador também fez um apelo ao ministro do STF André Mendonça para que a Corte determine a prorrogação da CPMI, citando precedentes como a comissão da pandemia da Covid-19. “Pelo bem do Brasil, prorrogue essa CPMI”, declarou.

Girão ainda incentivou a mobilização popular nas redes sociais em defesa da continuidade das investigações, destacando a importância de esclarecer os fatos e evitar novos casos de fraudes no país.

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