
A janela partidária tem provocado uma intensa movimentação na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) e deve resultar em mudanças significativas na composição das bancadas. Há, inclusive, o risco de esvaziamento de partidos como PDT, União Brasil, Progressistas, Cidadania e Avante ao longo do período.
Pelo menos 17 deputados estaduais já sinalizaram a intenção de trocar de legenda, em busca de melhores condições para a disputa eleitoral de 2026 e reposicionamento político.
O cenário de indefinição já impacta diretamente o funcionamento da Casa. Até o momento, a Mesa Diretora ainda não designou as comissões permanentes em 2026. Com isso, os projetos em tramitação dependem da própria Mesa para receber parecer e avançar para votação.
Entre as mudanças já confirmadas, o deputado Fernando Hugo deixou o PSD e se filiou ao Republicanos, em um movimento que reforça a estratégia do partido de ampliar sua bancada. Já o deputado Apóstolo Luiz Henrique passou a integrar o MDB, fortalecendo a sigla na Assembleia.
Outros parlamentares seguem em processo de articulação. O deputado Heitor Férrer confirmou que, além dele, Queiroz Filho, Antônio Henrique e Cláudio Pinho devem migrar para o PSDB. Felipe Mota também deve deixar o União Brasil e se filiar à legenda tucana.
Diante desse cenário, a expectativa é de que a janela partidária redesenhe o equilíbrio de forças na Alece nos próximos dias.
Em entrevista coletiva no início do mês, o presidente da Assembleia, Romeu Aldigueri, afirmou que a definição das comissões técnicas só deve ocorrer após o encerramento da janela. Segundo ele, a composição seguirá o critério de proporcionalidade entre os partidos.


