
O Samu 192 realizou um curso integrado para capacitar profissionais no atendimento a vítimas de afogamento no Ceará. A ação reuniu equipes de diferentes instituições que atuam em ocorrências de emergência. A capacitação contou com aulas teóricas e práticas e foi organizada pelo Núcleo de Educação em Urgências, em parceria com o Corpo de Bombeiros e o Grupamento de Salvamento Aquático de Aquiraz.
O objetivo foi alinhar procedimentos e fortalecer a atuação conjunta no socorro às vítimas. Segundo o diretor do núcleo, Yury Tavares, o atendimento em casos de afogamento exige preparo técnico e integração entre as equipes. “Capacitar os profissionais é fundamental para garantir uma resposta eficiente, sobretudo em períodos de altas demandas para as nossas equipes”, destacou.
Atividades do curso do Samu
As atividades ocorreram dentro de seis dias. Entre as programações, simulações em ambiente aquático e foco na atuação coordenada entre os órgãos. A proposta é ampliar a capacitação para outras regiões do Estado, especialmente em áreas com maior incidência de afogamentos, fortalecendo a prevenção e o salvamento de vidas.
Dados recentes apontam que o afogamento segue como uma das principais causas de mortes acidentais no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), o país registra, em média, mais de 5 mil mortes por ano por essa causa, o que representa cerca de 14 óbitos por dia.
No Ceará, a maior incidência está concentrada em áreas litorâneas, açudes e balneários, principalmente em períodos de maior fluxo de visitantes. Durante feriados prolongados e períodos de alta estação, como Carnaval, Semana Santa e férias escolares, há um aumento significativo na movimentação em praias e reservatórios, o que eleva também o número de ocorrências.
Nesses períodos, equipes de resgate e atendimento de urgência costumam operar em regime reforçado, diante da maior demanda por atendimentos relacionados a afogamentos e outros acidentes aquáticos. De acordo com os organizadores do curso, esse cenário exige não apenas mais profissionais disponíveis, mas também maior integração entre os órgãos envolvidos, já que o tempo de resposta é decisivo para salvar vidas.
“A capacitação contínua das equipes, aliada a ações de prevenção e conscientização da população, é considerada fundamental para reduzir os riscos e garantir mais segurança aos banhistas”, enfatizou Yury Tavares.


