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Ceará cria Comitê de Inovação Agropecuária

Foto: Reprodução

Em uma manhã marcada pelo compromisso com a modernização do campo, o Governo do Ceará, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), oficializou nesta segunda-feira (23) a criação do Comitê Gestor Estadual para Inovação Agropecuária. O evento, realizado no Auditório José Flávio Costa Lima (Fiec), reuniu as principais lideranças dos setores produtivo, acadêmico e governamental para marcar uma nova fase de competitividade para o agronegócio cearense.

O Comitê surge com a missão de articular o ecossistema de inovação, integrando startups, pesquisadores e produtores rurais para transformar o Ceará em um polo de tecnologia agroindustrial. A coordenação dos trabalhos ficará sob responsabilidade da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), que atuará diretamente para superar gargalos históricos do setor.

Representando o governador Elmano de Freitas, o secretário da SDE, Domingos Filho, destacou em seu discurso que o projeto, inspirado no modelo “Mapa Conecta”, é um divisor de águas. Para o secretário, a tecnologia é a única via para consolidar o Nordeste como protagonista na produção de grãos e pecuária de corte.

“Hoje nós sabemos que a tecnologia não é uma opção, é uma necessidade. E com tecnologia, todos os desafios são superados”, afirmou.

O secretário aproveitou a oportunidade para anunciar avanços concretos que já transformam a realidade do estado, como a instalação de um moderno abatedouro frigorífico do grupo Masterboi em Iguatu e uma unidade voltada à exportação de ovinos e caprinos em Tauá, com foco no mercado Halal.

Domingos Filho também celebrou a retomada da cultura do algodão.

“Este ano devemos já plantar no estado do Ceará em torno de 2.500 hectares de algodão transgênico, mostrando que é possível recuperar a cotonicultura. O desafio do Nordeste sempre foi muito grande, mas estamos mostrando que é possível produzir com eficiência”, concluiu.

A superintendente do Mapa-CE, Manoela Pimenta, reforçou que o papel do Comitê é acabar com o distanciamento entre quem desenvolve ciência e quem atua no campo. Segundo ela, a inovação precisa deixar de ser um evento pontual para se tornar uma política estruturante.

“Estamos falando de conectar startups, pesquisadores, empresas, produtores rurais e o poder público, criando pontes onde antigamente havia muitas distâncias”, pontuou Manuela Pimenta.

A superintendente destacou que o Ministério está à disposição para mapear oportunidades e garantir que o comitê seja um “espaço vivo, ativo e transformador”. Ela enfatizou que a união de esforços é o que permitirá ao Ceará acelerar a competitividade e promover um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.

Posse e unidade institucional

A solenidade foi encerrada com a assinatura do termo de posse de 30 instituições, divididas em cinco blocos que abrangem desde órgãos de defesa agropecuária (Adagri) e assistência técnica (Ematerce, Fiec, Faec, Codevasf, Sebrae, Fecomércio, Secitece, Funcap), até grandes instituições de pesquisa como a Embrapa, instituições de ensino superior (UFC, Uece, IFCE, Unifor e Unilab), e instituições bancárias como o BNB e BB.

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