
Mais 138 membros de torcidas organizadas foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará nesta terça-feira (24/03). O grupo é acusado de envolvimento nos confrontos registrados no primeiro jogo entre Ceará e Fortaleza deste ano, no Clássico-Rei realizado no dia 8 de fevereiro. No dia 26 de fevereiro, 109 pessoas já haviam sido denunciadas pela mesma razão. De acordo com o MP, os membros de torcidas organizadas são suspeitos de terem protagonizado crimes como associação criminosa, corrupção de menores, lesão corporal, resistência à prisão, desobediência e pelo manuseio e uso de artefatos explosivos.
Histórico do confronto de torcedores no Clássico-Rei
De acordo com o órgão fiscalizador, o grupo de torcedores denunciados realizaram os atos de violência momentos antes da partida entre Ceará e Fortaleza, a primeira entre os dois times no ano de 2026. Segundo as autoridades policiais, o grupo provocou cenas que colocaram em risco os envolvidos no confronto e pessoas que transitavam pelo bairro Jardim Guanabara, foco da desordem feito pelos membros das torcidas organizadas.
A Polícia teve de ser acionada, e ação dos agentes de segurança resultou na prisão de 236 pessoas envolvidas neste confronto. Uma das contribuições do Ministério Público foi o reforço na equipe de promotores de Justiça durante as audiências de custódia realizadas nos dias 9 e 10 de fevereiro. A quantidade de membros atuando nessas audiências foi ampliada de quatro para 11, por determinação do procurador-geral de Justiça, Herbet Santos.
O procurador, inclusive, também acompanhou de perto os trabalhos na Delegacia de Capturas (Decap) e no Fórum Clóvis Beviláqua. Ao todo, foram contabilizadas 236 prisões e 15 medidas cautelares.


