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Violência sexual online atinge 20% das crianças brasileiras

Um levantamento divulgado neste mês pelo UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) Innocenti aponta que uma em cada cinco crianças brasileiras já foi vítima de algum tipo de violência sexual no ambiente digital. O dado integra o estudo “Disrupting Harm in Brazil: Enfrentando a violência sexual contra crianças facilitada pela tecnologia”.

Diante desse cenário, especialistas destacam a importância de estratégias para ampliar a proteção no ambiente virtual. De acordo com o especialista em segurança digital João Brasio, CEO da Elytron CyberSecurity, o diálogo entre pais e filhos deve ser a principal ferramenta de prevenção. Aliado a isso, plataformas de controle parental também oferecem funcionalidades para reduzir riscos relacionados à exposição a conteúdos impróprios e hábitos digitais mais equilibrados.

“Elas ajudam a evitar o vício em telas, melhora a qualidade do sono e incentiva outras atividades importantes para o desenvolvimento, como esportes, leitura e convivência familiar”, explica.

Violência sexual online atinge 20% das crianças brasileiras
Foto: Reprodução

Entre as opções indicadas pelo especialista estão aplicativos amplamente utilizados no mercado, como o Google Family Link, que permite restringir conteúdos, aprovar ou bloquear aplicativos e definir limites de uso; o Apple Screen Time, com funções de controle de tempo, definição de horários de inatividade e gerenciamento remoto de dispositivos; e o AirDroid Parental Control, que inclui rastreamento em tempo real, bloqueio de aplicativos e monitoramento de redes sociais.

Também figuram na lista o Net Nanny, que utiliza inteligência artificial para bloquear conteúdos nocivos em tempo real e acompanhar atividades online, e o Qustodio, que reúne recursos como filtragem de sites, alertas automatizados, controle de tempo de tela e relatórios detalhados de navegação.

A pesquisa ouviu 1.029 crianças e adolescentes, entre 12 e 17 anos, além de 1.029 pais e responsáveis, no período de novembro de 2024 a março de 2025. Casos de violação de direitos de crianças e adolescentes, incluindo violência física ou sexual, podem ser denunciados de forma anônima por meio do Disque 100.

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