
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,44% em março, 0,40 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa observada em fevereiro (0,84%). O IPCA-E, que corresponde ao IPCA-15 acumulado trimestralmente, ficou em 1,49%, abaixo da taxa de 1,99% registrada no mesmo período de 2025. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 3,90%, abaixo dos 4,10% verificados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2025, o IPCA-15 foi de 0,64%.
Todos os nove grupos de produtos e serviços analisados apresentaram variação positiva em março, com destaque para o grupo Alimentação e bebidas, com a maior variação (0,88%) e impacto (0,19 p.p.), seguido de Despesas pessoais (0,82% e 0,09 p.p.). Os demais grupos ficaram entre 0,03% em Comunicação e 0,47% em Vestuário.
No grupo Alimentação e bebidas (0,88%), a alimentação no domicílio acelerou de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março. Contribuíram para esse resultado as altas do açaí (29,95%), do feijão-carioca (19,69%), do ovo de galinha (7,54%), do leite longa vida (4,46%) e das carnes (1,45%). Entre as quedas, destacam-se o café moído (-1,76%) e as frutas (-1,31%).
A alimentação fora do domicílio passou de 0,46% em fevereiro para 0,35% em março. A refeição (0,31%) apresentou variação inferior à registrada no mês anterior (0,62%), enquanto o lanche aumentou de 0,28% para 0,50% no mesmo período.
Em Despesas pessoais (0,82% e 0,09 p.p.), o resultado foi influenciado pelos subitens serviço bancário (2,12%) e empregado doméstico (0,59%).
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,36% e 0,05 p.p.), os destaques foram o plano de saúde e os artigos de higiene pessoal, que subiram 0,49% e 0,38%, respectivamente.
No grupo Habitação, que passou de 0,06% em fevereiro para 0,24% em março, o resultado da energia elétrica residencial (0,29%) incorpora os reajustes médios de 15,10% e 14,66% nas concessionárias no Rio de Janeiro (1,82%), ambos com vigência a partir de 15 de março. No mês, manteve-se a bandeira tarifária verde, sem custo adicional para os consumidores.
A taxa de água e esgoto (0,44%) reflete os seguintes reajustes: 6,56% em Belo Horizonte (2,20%), a partir de 22 de janeiro; e 6,21% em uma das concessionárias de Porto Alegre (2,13%), a partir de 23 de fevereiro.
No subitem gás encanado (-0,99%), em Curitiba (-2,39%) houve redução de 4,01% nas tarifas, a partir de 1° de fevereiro; no Rio de Janeiro, a variação de -2,30% foi resultado da diminuição de 4,44% nas tarifas, em 1º de fevereiro.
No grupo Transportes (0,21%), o destaque são as passagens aéreas (5,94%), subitem com o maior impacto individual no resultado do mês (0,05 p.p.). No ônibus intermunicipal (1,29%) estão incluídos o reajuste de 11,69% a 12,61% no Rio de Janeiro (12,59%), desde 15 de fevereiro, e de 7,27% em Curitiba (1,70%), a partir de 16 de fevereiro.
O aumento de 0,56% no táxi ocorre em razão dos reajustes de 4,26% em Porto Alegre (3,50%), a partir de 19 de fevereiro; 18,70% em Fortaleza (2,22%), a partir de 19 de janeiro; e 4,53% em Salvador (1,21%), desde 23 de janeiro.
O resultado do subitem ônibus urbano (-0,59%) considera, além da incorporação de reajustes, as gratuidades e reduções de tarifa aos domingos e feriados. Foram incluídos os reajustes de 6,00% nas tarifas de Porto Alegre (5,00%), a partir de 19 de fevereiro; 4,46% em Recife (2,74%), a partir de 1° de fevereiro; e 20,00% em Fortaleza (2,31%), a partir de 1° de janeiro, além de redução tarifária aos domingos.
Também por conta da redução tarifária aos domingos, registraram variações negativas no ônibus urbano: Belém (-1,76%), Belo Horizonte (-1,67%), São Paulo (-1,53%) e Salvador (-0,73%). Com reduções aos domingos e feriados foram Brasília (-12,03%) e Curitiba (-2,50%).
Os combustíveis apresentaram queda de 0,03%, com recuos nos preços do gás veicular (-2,27%), do etanol (-0,61%) e da gasolina (-0,08%), enquanto o óleo diesel teve variação positiva de 3,77%.
Regionalmente, dez das onze áreas tiveram alta em março. A maior variação foi registrada em Recife (0,82%), por conta das altas do tomate (46,27%) e da gasolina (1,37%). Já o menor resultado ocorreu em Curitiba (-0,06%), que apresentou queda nos preços do emplacamento e licença (-4,83%), das frutas (-3,78%) e da gasolina (-0,84%).
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de fevereiro a 17 de março de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de janeiro a 12 de fevereiro de 2026 (base).
O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia empregada é a mesma do IPCA, sendo a diferença o período de coleta dos preços e a abrangência geográfica.


