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PDT enfrenta debandada histórica no estado

 

 

fonte: PDT

 

O racha político ocorrido nas eleições de 2022 no Ceará segue produzindo efeitos mesmo quatro anos depois. Além do União Brasil, outro partido tradicional no estado também pode perder completamente sua representação na Assembleia Legislativa do Ceará: o Partido Democrático Trabalhista.

A crise interna da sigla remonta à disputa eleitoral de 2022, quando houve um rompimento entre setores ligados ao grupo dos Ferreira Gomes e o Partido dos Trabalhadores. Naquele momento, o então governador Camilo Santana deixou o Palácio da Abolição para disputar o Senado, sendo eleito, e transmitiu o cargo à vice-governadora Izolda Cela, a primeira mulher a chefiar o Executivo estadual.

Camilo Santana e Cid Gomes defendiam que Izolda fosse a candidata natural ao governo, mantendo a aliança entre PDT e PT. No entanto, a posição encontrou resistência dentro do próprio PDT, especialmente por parte de Ciro Gomes, que vetou a candidatura sob o argumento de alinhamento excessivo ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com isso, o partido lançou Roberto Cláudio ao governo, enquanto o PT apresentou o nome de Elmano de Freitas.

O resultado foi uma vitória expressiva de Elmano ainda no primeiro turno, com 54% dos votos válidos, enquanto Roberto Cláudio terminou apenas na terceira colocação, com cerca de 14%.

Naquele pleito, o PDT elegeu uma forte bancada de deputados estaduais: Romeu Aldigueri, Queiroz Filho, Salmito Filho, Jeová Mota, Cláudio Pinho, Antônio Henrique, Guilherme Landim, Sérgio Aguiar, Osmar Baquit, Marcos Sobreira e Evandro Leitão. Posteriormente, Lucinildo Frota, eleito pelo Partido da Mobilização Nacional, migrou para o PDT, elevando a bancada a 14 parlamentares.

O cenário mudou drasticamente com a saída de Cid Gomes para o Partido Socialista Brasileiro. Sete deputados estaduais acompanharam o senador, enquanto Evandro Leitão se filiou ao PT. Com isso, a bancada pedetista na ALECE foi reduzida de 14 para apenas quatro parlamentares.

Os remanescentes: Queiroz Filho, Lucinildo Frota, Antônio Henrique e Cláudio Pinho, permanecem formalmente no PDT, mas enfrentam processos internos por infidelidade partidária. A tendência é que também deixem a sigla, acompanhando Ciro Gomes, que deve se filiar ao Partido da Social Democracia Brasileira.

Caso esse movimento se confirme, o PDT ficará sem qualquer representação na Assembleia Legislativa do Ceará.

A crise também atinge a bancada federal. Em 2022, o partido elegeu cinco deputados: André Figueiredo, Eduardo Bismarck, Idilvan Alencar, Robério Monteiro e Mauro Filho.

Com o fim da janela partidária se aproximando, o partido também corre o risco de perder espaço na Câmara dos Deputados. Idilvan Alencar, atual secretário municipal de Educação, já anunciou sua filiação ao PSB. Entre os que permanecem, a expectativa é que apenas André Figueiredo continue no PDT, enquanto os demais tendem a seguir a liderança de Cid Gomes.

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