
Em reunião ministerial realizada na manhã desta terça-feira no Palácio do Planalto, o presidente Lula confirmou que Geraldo Alckmin permanecerá como vice-presidente da República na chapa que disputará a reeleição à Presidência em outubro deste ano.
“Ele [Alckmin] vai ter que deixar o [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços], porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, disse o petista.
Para a disputa, Alckmin deverá se afastar do Ministério do Desenvolvimento, cumprindo a regra de desincompatibilização de cargos públicos determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A decisão repete a parceria do petista com o político do PSB que derrotou o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Na época, a estratégia foi considerada acertada pelos petistas, já que Alckmin é visto como um político moderado, há décadas crítico das propostas do PT e ex-adversário do próprio Lula, o que representou um conjunto de acenos para uma parcela do eleitorado que havia se afastado do bolsonarismo.
Desde o ano passado, no entanto, a cúpula petista avaliou a possibilidade de escolher um substituto para o ex-tucano. As especulações chamaram a atenção de aliados de Lula que pertencem a partidos de centro, que passaram a cortejar o petista para modificar a composição da chapa que disputará novamente a Presidência neste ano.


