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Luz e vida: profissionais ampliam humanização do tratamento de pacientes do HGF

Maria da Penha, de 71 anos de idade, é uma das pacientes que participam do "Luz e vida", ação criada em 2022 - (Foto: Reprodução/Sesa)
Maria da Penha, de 71 anos de idade, é uma das pacientes que participam do “Luz e vida”, ação criada em 2022 – (Foto: Reprodução/Sesa)

O Hospital Geral de Fortaleza (HGF) tem investido em iniciativas que vão além do tratamento clínico tradicional. Um dos destaques é o projeto “Luz e Vida”, que busca humanizar o atendimento nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s), promovendo acolhimento emocional para pacientes internados e seus familiares.

A proposta envolve ações que incluem a flexibilização de visitas, ambientação mais acolhedora e estímulo ao vínculo afetivo, reconhecendo que o cuidado com a saúde também passa pelo aspecto psicológico. A iniciativa tem sido aplicada em setores estratégicos da unidade, que é uma das maiores referências em alta complexidade no Ceará.

De acordo com Nilce Almino, que coordena os profissionais de fisioterapia de unidades consideradas críticas, esse tipo de iniciativa melhora a qualidade de vida no tratamento de diversos pacientes, sobretudo aquele que estão na UTI. “As Unidades de Terapias Intensivas são espaços bem restritos, muito fechados, onde os pacientes permanecem muito tempo e, muitas vezes, ligados a equipamentos, sedados, em ventilação mecânica. O projeto surge como uma resposta à necessidade de tornar o ambiente hospitalar menos hostil, especialmente em áreas críticas, onde o isolamento e a tensão emocional são mais intensos”, afirmou.

Luz e vida e o impacto profissional

Além do suporte emocional, o “Luz e Vida” também contribui para melhorar a comunicação entre equipe médica e familiares, garantindo mais transparência no acompanhamento dos casos. Lançada em 2022, a estratégia fortalece a confiança no atendimento e reduz a ansiedade de quem aguarda informações sobre o estado de saúde dos pacientes.

“Foi um prazer e uma alegria imensa participar. Foi visível o quanto essa experiência fez bem a uma de nossas pacientes e o quanto a alegrou. É gratificante estarmos juntos nesse momento e compartilharmos essa vivência”, avaliou a fisioterapeuta Laís Estela.

Critérios

Para participar do Projeto Luz e Vida, a nível de segurança e efetividade da ação, é preciso que os pacientes estejam dentro de um determinado nível, como  clinicamente estáveis e ter o aval de toda a equipe. Essa avaliação requer um trabalho coletivo de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas.

Além disso, o paciente não deve estar em uso de drogas vasoativas nem necessitar de altas frações de oxigênio. Um dos exemplos trazidos pela equipe foi o de Maria da Penha, de 71 anos de idade. 

A paciente em destaque entrou no serviço para compensação do quadro, ou seja, estar estável o suficiente para a realização dos exames e tratamentos necessários, após realizar uma cirurgia de desobstrução intestinal.

“Essa forma de tratamento e acompanhamento é muito bom para a recuperação dela. Fico muito feliz. Obviamente, a vontade que temos é de tê-la em casa, mas vê-la assim é confortante”, avaliou Sérgio Moura, filho de dona Maria.

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