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Anvisa anuncia plano para coibir uso indevido de canetas emagrecedoras

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) firmou uma carta de intenção com o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF). O objetivo é fortalecer o uso racional e seguro de medicamentos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras.

Segundo a agência reguladora, a iniciativa busca reduzir riscos sanitários relacionados a práticas irregulares e ao uso inadequado desses produtos. A proposta prevê atuação conjunta entre as instituições, com foco na troca de informações, alinhamento técnico e desenvolvimento de ações educativas voltadas tanto a profissionais de saúde quanto à população.

A medida integra um plano mais amplo anunciado pela Anvisa no último dia 6, direcionado ao combate de irregularidades na importação e manipulação desses medicamentos. Entre as estratégias estão o incentivo à prescrição responsável, o reforço na notificação de eventos adversos e a ampliação de campanhas de orientação.

Anvisa anuncia plano para coibir uso indevido de canetas emagrecedoras
Foto: Lasca e Catedral Laboratório/Divulgação

De acordo com a agência, há preocupação com a expansão do uso desses medicamentos em contextos além das indicações originais, como o tratamento de doenças crônicas, a exemplo de diabetes e obesidade. O aumento da demanda tem sido acompanhado por falhas em etapas como importação, manipulação, prescrição e dispensação, o que pode expor pacientes a riscos evitáveis.

Como parte da implementação do plano, a Anvisa publicou portarias para instituir grupos de trabalho. Um deles terá caráter consultivo, com função estratégica de acompanhar a execução das ações. O outro será formado por representantes dos conselhos profissionais, com o objetivo de aprofundar o debate técnico sobre o tema.

No campo da fiscalização, a agência determinou nesta semana a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada. Além da retirada dos produtos, foi proibida a comercialização, distribuição, importação e uso. Conforme a Anvisa, os itens eram divulgados na internet como injetáveis de GLP-1, mas não possuem qualquer tipo de registro ou autorização sanitária.

A agência alerta que, por serem de origem desconhecida, não há garantias sobre a composição ou a qualidade desses produtos, o que inviabiliza seu uso em qualquer circunstância. Em fevereiro, a Anvisa já havia emitido alerta de farmacovigilância sobre os riscos associados ao uso indevido desses medicamentos. O grupo inclui substâncias como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida.

Embora os riscos estejam descritos nas bulas aprovadas, a agência observou aumento nas notificações de eventos adversos, tanto no Brasil quanto no exterior. Entre as complicações possíveis está a pancreatite aguda, incluindo formas graves e potencialmente fatais.

Diante desse cenário, a recomendação é de que esses medicamentos sejam utilizados exclusivamente conforme as indicações aprovadas e sempre sob prescrição e acompanhamento de profissional habilitado.

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