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Ceará registra crescimento na renda da população mais vulnerável

Políticas de transferência de renda tiveram impactos diretos na redução do índice de pobreza no Estado do Ceará - Foto: Governo do Estado
Políticas de transferência de renda tiveram impactos diretos na redução do índice de pobreza no Estado do Ceará – Foto: Governo do Estado

A renda da população mais pobre do Ceará apresentou crescimento nos últimos três anos, contribuindo para uma redução de 35% no índice de pobreza extrema no Estado. Os dados constam em estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

Segundo o levantamento, a renda média real dos 10% mais pobres cresceu 40,6% entre 2023 e 2025. Em valores corrigidos pela inflação, a renda média da parcela mais pobre passou de R$ 128, em 2022, para R$ 180 em 2025.

De acordo com o Ipece, a redução da extrema pobreza está ligada tanto ao avanço do mercado de trabalho quanto aos programas de transferência de renda desenvolvidos pelos Governos Federal e Estadual. Neste sentido, é possível citar políticas públicas como o Bolsa Família, o Cartão Ceará Sem Fome e o Cartão Mais Infância Ceará.

O que contribuiu para a redução no índice de pobreza?

De acordo com o analista de Políticas Públicas do Ipece, Jimmy Oliveira, mesmo com a atualização da linha internacional de pobreza feita pelo Banco Mundial, os indicadores do Ceará seguiram em queda. “Isso prova que o aumento ocorre por causa da correção da linha internacional de pobreza acima da inflação e não como resultado da redução da renda dos mais pobres”, explicou.

Com a atualização do Banco Mundial, a linha internacional da extrema pobreza passou de US$ 2,15 para US$ 3 por dia por pessoa. Na prática, isso elevou o valor de referência mensal de aproximadamente R$ 232 para R$ 280. Ainda assim, o percentual de cearenses em extrema pobreza ficou abaixo de 10% pela primeira vez desde 2012, alcançando 9,4% em 2025.

O diretor-geral do Ipece, Alfredo Pessoa, destacou que os resultados refletem ações voltadas ao combate à pobreza extrema. Segundo ele, os programas sociais têm ajudado no acesso à renda, alimentação e oportunidades de trabalho para famílias em situação de vulnerabilidade.

Impacto das políticas públicas

Conforme apontado pelo estudo, o “Cartão Ceará Sem Fome”, que concede R$ 300 por mês para mais de 49 mil famílias no Estado, foi uma política assertiva no sentido de amenizar o efeito da pobreza extrema. Com o recurso do programa, os contemplados realizam exclusivamente a compra de alimentos em comércios credenciados. Além do benefício próprio, os beneficiários fomentam a economia local.

Já o Cartão Mais Infância concede a quantia de R$ 100 para pessoas que possuam em seu núcleo familiar crianças de 0 a 6 anos de idade.  Ao todo, já são mais de 150 mil famílias contempladas nos 184 municípios do Estado.

Essas políticas locais, atreladas a programas do Governo Federal, a exemplo do Bolsa Família, auxiliaram no aumento da renda das famílias mais vulneráveis. O impacto foi a redução da pobreza extrema no Ceará, segundo estudo do Ipece.

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